Geral

Fluxo de pagamentos com cartões do Will Bank começa a ser normalizado, afirma Abecs

Presidente da associação destaca que desafios enfrentados após liquidação do banco digital estão sendo superados, mas não detalha prazos para solução total.

14/04/2026
Fluxo de pagamentos com cartões do Will Bank começa a ser normalizado, afirma Abecs
- Foto: Reprodução

O presidente da Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs), Giancarlo Greco, afirmou nesta quarta-feira que o setor está avançando na normalização do fluxo de pagamentos de recursos retidos após a liquidação do Will Bank. Conforme reportado pelo Broadcast no mês passado, operadoras de maquininhas ainda cobravam o repasse de valores relativos a compras feitas com cartões emitidos pelo banco digital, que pertencia ao Banco Master.

Durante coletiva de imprensa na 19ª edição do Congresso de Meios Eletrônicos de Pagamento (CMEP), em São Paulo, Greco reconheceu que o processo teve início de forma "atabalhoada" devido a desafios enfrentados pelo liquidante, já solucionados. "O processo todo já está tendo uma normalização", destacou, sem apresentar detalhes ou prazos para a resolução completa dos problemas. "Entendemos que já há um plano para que esse fluxo já comece a caminhar de forma fluida", acrescentou.

No mês de novembro, o Banco Central editou norma que reforça o papel das bandeiras de cartão como elo responsável pelas regras e gestão de riscos do sistema. Segundo Greco, as bandeiras, que são as instituidoras dos arranjos de pagamento, precisarão submeter ao regulador seus regulamentos internos. Para ele, esse processo ocorre paralelamente a outros eventos do setor.

Sobre a liquidação da EntrePay, que também enfrenta reclamações por retenção de recursos, Greco afirmou que o Banco Central tem atuado com "diligência" para solucionar a questão.

O vice-presidente executivo da Abecs, Ricardo de Barros Vieira, confirmou que a entidade participou de reuniões com o governo sobre o programa que visa reduzir o endividamento de famílias e empresas. Segundo ele, a expectativa é que a equipe econômica anuncie as medidas no final deste mês.

Para Greco, além de ações pontuais de repactuação, é fundamental discutir ajustes estruturais. Ele observou que a inadimplência do rotativo do cartão de crédito teve leve alta recentemente, mas em ritmo menor do que outros instrumentos. "A representação do rotativo em relação a todas as modalidades de pagamento é menor do que se imagina", comentou.

Quanto ao Open Finance, Barros explicou que o setor já encontrou caminhos para permitir que operadores de cartões utilizem o sistema. A indústria trabalha em uma solução que viabilize o uso por meio do Iniciador de Transação de Pagamento (ITP), instituição autorizada pelo Banco Central para iniciar pagamentos, especialmente via Pix, diretamente na conta do usuário. "Nos próximos 30 a 60 dias devemos ter uma solução fechada", afirmou.