Geral
Ibovespa rompe os 199 mil pontos com NY em alta e otimismo por acordo entre EUA e Irã
Índice brasileiro atinge novo recorde impulsionado por bolsas internacionais e expectativa de trégua no Oriente Médio.
O Ibovespa iniciou esta terça-feira, 14, com mínima em 198.001,48 pontos, mas rapidamente renovou máximas históricas e, pela primeira vez, superou o patamar de 199 mil pontos, acompanhando o desempenho positivo das bolsas de Nova York. O movimento reflete o otimismo dos investidores diante da possibilidade de um acordo entre Estados Unidos e Irã, o que pode contribuir para a redução dos conflitos na região.
"Essa reaproximação diplomática entre as partes, que até recentemente estavam em confronto, tem gerado otimismo global e uma reversão da aversão ao risco observada nas semanas anteriores", afirma Leonel Oliveira Matos, analista de inteligência de mercados da Stonex.
De acordo com análise gráfica do Itaú BBA, o Ibovespa mantém tendência de alta rumo aos 200 mil pontos. No médio prazo, o relatório aponta como próximo objetivo a marca de 250 mil pontos.
Para Felipe Cima, analista da Manchester Investimentos, o avanço até os 200 mil pontos é praticamente inevitável, em razão do enfraquecimento do dólar. "Enquanto o dólar estiver nessa tendência de fraqueza, o que foi revigorado recentemente, reforça o carry trade", explica, referindo-se ao diferencial de juros entre Brasil, EUA e outros mercados.
Na sessão anterior, o Ibovespa subiu 0,34% e fechou, pela primeira vez, acima dos 198 mil pontos, aos 198.000,71, registrando o 17º recorde de 2026. O dólar, por sua vez, caiu abaixo de R$ 5,00, encerrando a R$ 4,9970. Nesta manhã, a moeda americana voltou a recuar frente ao real, atingindo mínima de R$ 4,9727 e pressionando para baixo os juros futuros.
"Os mercados começam a precificar conflito contido e de menor duração", destaca relatório da Monte Bravo.
Apesar do cenário otimista, persiste certa cautela em relação ao noticiário sobre a guerra no Oriente Médio, que pressiona o preço do petróleo e, consequentemente, as ações da Petrobras. Mesmo com queda de 0,07% no minério de ferro em Dalian, na China, os papéis da Vale registram alta próxima de 1%.
Segundo fontes, Estados Unidos e Irã avaliam uma nova rodada de negociações antes do término da trégua previsto para a próxima semana. Na segunda-feira, militares americanos bloquearam portos iranianos após conversas sem acordo.
Entre os indicadores divulgados nesta manhã estão a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) do IBGE e o índice de inflação ao produtor (PPI) nos EUA.
No Brasil, o volume de serviços prestados subiu 0,1% em fevereiro ante janeiro, resultado abaixo da mediana das estimativas do Projeções Broadcast, que era de 0,5%. Em relação a fevereiro de 2025, houve alta de 0,5%, também inferior à expectativa de 1,6%.
Nos Estados Unidos, o PPI avançou 0,5% em março ante fevereiro, abaixo da previsão de 1,1%. Na comparação anual, o índice subiu 4%.
Às 11h40, o Ibovespa registrava alta de 0,38%, aos 198.745,06 pontos, com máxima de 199.354,81 pontos (+0,68%), após abertura na mínima de 198.001,48 pontos.
Entre as maiores quedas do dia, as ações da Petrobras recuavam entre 3,35% (ON) e 2,91% (PN). Já a Braskem liderava as altas, com avanço de 5,65%.
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