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Dólar recua abaixo de R$ 5 e Ibovespa atinge novo recorde, sinalizando confiança no Brasil

Desempenho dos mercados reflete entrada de capital estrangeiro, alívio geopolítico e fortalecimento da economia nacional

14/04/2026
Dólar recua abaixo de R$ 5 e Ibovespa atinge novo recorde, sinalizando confiança no Brasil
Dólar recua e Ibovespa bate recorde, refletindo confiança na economia brasileira. - Foto: © Foto / Pixabay / Joel Fotos

O dólar caiu abaixo de R$ 5 pela primeira vez em mais de dois anos e o Ibovespa superou os 198 mil pontos nesta segunda-feira (13), reforçando o clima de confiança na economia brasileira.

Segundo dados da Agência Brasil, com informações adicionais da Reuters, o mercado interno segue resiliente mesmo diante das dificuldades no Oriente Médio, em sintonia com a política econômica do governo Lula, que prioriza estabilidade institucional, fortalecimento da atividade econômica e recuperação da reparação internacional do país.

De acordo com o Brasil 247, declarações do presidente norte-americano Donald Trump sobre a possibilidade de acordo com o Irã reduziram a tensão global e transferiram ativos de risco, beneficiando também o Brasil.

No câmbio, o dólar comercial fechou a R$ 4,997, queda de 0,29% e menor valor desde março de 2024. Ao longo do dia, a moeda chegou a tocar R$ 4,98. O dólar acumula recuo de 3,51% em abril e de 8,96% em 2026, refletindo a melhoria da percepção sobre o Brasil e a entrada consistente de capital estrangeiro.

A moeda americana chegou a subir no início do pregão, acompanhando o nervosismo internacional, mas perdeu força com a sinalização de possível distensão diplomática entre Washington e Teerã. O enfraquecimento global do dólar também foi confirmado pelo retorno do índice DXY, que mede a força da moeda americana.

O euro comercial acompanhou o movimento e cerrou o dia em nível baixo, vendido a R$ 5.876, no menor patamar desde junho de 2024. A tendência reforça o momento positivo para os ativos brasileiros.

Na bolsa, o Ibovespa avançou 0,34% e fechou aos 198.001 pontos, novo recorde histórico. O desempenho foi impulsionado por ações de grandes empresas de commodities e pelo fluxo contínuo de investidores estrangeiros. Em julho, o índice acumula alto de 5,62%, e no ano, 22,89%.

O bom humor local acompanhou o cenário internacional: em Nova York, Dow Jones, S&P 500 e Nasdaq fecharam em alta, apoiados pela percepção de que uma crise geopolítica pode não escalar no curto prazo. A combinação entre ruptura externa, valorização das commodities e confiança no Brasil sustentou o avanço dos mercados.

Mesmo com a forte alta do petróleo — o Brent subiu 4,36% e o WTI, 2,6% —, os ativos brasileiros mantiveram desempenho positivo.


Por Sputinik Brasil