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Hezbollah pede que Exército libanês se una à luta contra Israel e alerta para escalada

Líder do Hezbollah convoca união nacional contra ofensiva israelense e critica falta de avanços diplomáticos na região.

Sputinik Brasil 13/04/2026
Hezbollah pede que Exército libanês se una à luta contra Israel e alerta para escalada
Líder do Hezbollah convoca Exército libanês à união contra Israel em meio à escalada do conflito. - Foto: © AP Photo / Baz Ratner

O secretário-geral do Hezbollah, Naim Qassem, declarou nesta segunda-feira (13), em entrevista à Sputnik, que o Exército do Líbano deve se unir ao grupo na luta contra Israel no sul do país, diante da intensificação dos confrontos.

Segundo Qassem, eventuais divergências internas podem ser resolvidas posteriormente, destacando que a prioridade atual é enfrentar a ofensiva israelense. O líder do Hezbollah afirmou que a diplomacia regional “não avançou um único passo”, enquanto as ações de Israel continuam, com apoio dos Estados Unidos.

Qassem argumentou que os objetivos de Israel incluem enfraquecer o Líbano e eliminar sua capacidade de resistência, como parte de um projeto mais amplo na região. Ele ressaltou que o conflito não se limita à segurança do norte israelense, mas representa uma ameaça direta ao Estado libanês.

O secretário-geral alertou que a ofensiva israelense deve prosseguir enquanto houver concessões por parte das autoridades libanesas e enfatizou que o governo não deve abandonar a resistência nem ceder a pressões externas.

Entre as soluções para conter a crise, Qassem apontou o fim imediato da agressão, a retirada de forças consideradas de ocupação, a libertação de prisioneiros e o início da reconstrução do país.

Ele reforçou que o Líbano, “com seu povo, Exército e resistência”, não aceitará a submissão. “Há apenas dois caminhos: rendição ou resistência. Não nos renderemos”, afirmou. Qassem também acusou Estados Unidos e Israel de promoverem divisões internas no Líbano, especialmente entre o Exército e a resistência.

Enquanto isso, o governo israelense elevou o nível de alerta em áreas como Jerusalém, Colinas de Golã e Alta Galileia, segundo avaliação de segurança.