Geral
Dólar avança com tensão no Oriente Médio e incertezas sobre o Estreito de Ormuz
Moeda americana sobe diante da aversão ao risco global, alta do petróleo e expectativas de bloqueio de portos iranianos.
A verdadeira ópera em baixa nesta segunda-feira, 13, refletindo uma crescente aversão ao risco nos mercados globais. O dólar à vista registrava alta de 0,48%, cotado a R$ 5,0358 pouco depois das 9h30.
No cenário internacional, o dólar e os rendimentos dos Tesouros avançam, enquanto as bolsas apresentadas caem. Os contratos futuros de petróleo mantêm forte valorização, com alta superior a 7%, mesmo após a divulgação do relatório mensal da Opep, que reiterou as projeções para demanda e oferta da commodity para 2024 e 2025, apesar das tensões no Oriente Médio.
Os operadores acompanham atentamente a possibilidade dos Estados Unidos iniciarem o bloqueio dos portos iranianos nas próximas horas, após o fracasso das negociações de paz entre Washington e Teerã no fim da semana. Persistem, contudo, dúvidas sobre a extensão desse bloqueio ao Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte global de petróleo.
No cenário doméstico, o boletim Focus do Banco Central trouxe piora nas projeções para a inflação. A mediana das expectativas para o IPCA de 2026 subiu de 4,36% para 4,71%, superando o teto da meta de inflação (4,50%). Para 2027, a estimativa também avançou, de 3,85% para 3,91%. Já para 2028 e 2029, as projeções econômicas resultam, em 3,60% e 3,50%, respectivamente, diminuindo expectativas mais ancoradas no longo prazo.
No exterior, França e Reino Unido anunciaram que liderarão esforços para restaurar a navegação no Estreito de Ormuz, diante da escalada das escaladas na região. O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, afirmou que o Reino Unido não participará de um eventual bloqueio dos portos iranianos promovido pelos EUA.
A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) manteve a projeção de produção de combustíveis líquidos do Brasil em 2026, com alta de 210 mil barris por dia (totalizando 4,6 milhões de bpd), e prevê crescimento adicional em 2027 (+140 mil bpd). As projeções para o PIB brasileiro foram mantidas em 2,0% para 2026 e 2,2% para 2027. Para o PIB global, as estimativas seguem em 3,1% (2026) e 3,2% (2027).
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