Geral

Reabertura do estreito de Ormuz não garante queda nos custos do petróleo

Mesmo com retomada parcial das operações, incerteza e riscos mantêm exportações restritas e preços elevados, aponta mídia internacional.

Sputinik Brasil 12/04/2026
Reabertura do estreito de Ormuz não garante queda nos custos do petróleo
Navios petroleiros permanecem retidos no estreito de Ormuz, mantendo altos custos do petróleo no mercado global. - Foto: © AP Photo / Altaf Qadri

Mesmo com a possível reabertura do estreito de Ormuz e a retomada dos embarques de petróleo, a normalização do mercado ainda está distante, segundo veículos da mídia ocidental.

Reportagens ressaltam que, para restabelecer o fluxo de mercadorias, navios vazios precisarão retornar pelo estreito de Ormuz, o que implica riscos.

"As companhias marítimas não entrarão no Golfo Pérsico pelo estreito enquanto houver risco elevado de o cessar-fogo ser temporário. Os petroleiros, os armadores e suas seguradoras não permitirão que seus navios voltem a entrar no Golfo, a menos que tenham certeza de que não ficarão retidos lá por semanas ou mais", destaca a publicação.

De acordo com a matéria, o breve e incerto cessar-fogo não foi suficiente para restaurar a confiança das empresas de transporte marítimo. Sem a entrada de novos navios na região para carregar cargas essenciais, como petróleo e fertilizantes, o alívio gerado pelos embarques de saída tende a ser temporário.

Além disso, muitos petroleiros e navios porta-contêineres continuam retidos, e poucos se arriscam a entrar, o que limita drasticamente o comércio internacional.

Mesmo que a passagem seja reaberta, a retomada plena dos fluxos de petróleo pode levar meses. A escassez de embarcações disponíveis mantém exportações importantes retidas na região.

O artigo ainda ressalta que a produção em toda a área permanece majoritariamente paralisada, com instalações aguardando a normalização das operações dos petroleiros.

No último domingo (12), o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, informou que as negociações entre Washington e Teerã, realizadas em Islamabad, no Paquistão, foram as mais longas deste ano, durando cerca de 24 a 25 horas.

Apesar do esforço, nenhum acordo foi firmado. O vice-presidente dos EUA, J.D. Vance, afirmou que os norte-americanos apresentaram sua "proposta final e melhor".

O Irã, por sua vez, rejeitou os termos, segundo Vance, que acrescentou que a delegação dos EUA deixaria Islamabad sem um resultado positivo. Os principais impasses seguem sendo a reabertura do estreito de Ormuz, o direito de enriquecimento de urânio pelo Irã e outras questões de segurança regional.