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Durigan afirma que governo estuda liberar saque de até 20% do FGTS para quitar dívidas

Ministro da Fazenda detalha proposta que busca reduzir endividamento e estimular crédito sustentável, com foco em trabalhadores de até cinco salários mínimos.

12/04/2026
Durigan afirma que governo estuda liberar saque de até 20% do FGTS para quitar dívidas
O ministro da Fazenda, Dario Durigan - Foto: Reprodução / Agência Brasil

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, declarou ao jornal Folha de S.Paulo que a prioridade do governo federal, neste momento, é adotar medidas para reduzir o endividamento da população, estimulando o chamado "crédito sustentável" e viabilizando a renegociação de dívidas com juros menores.

Entre as iniciativas em estudo, Durigan destacou a possibilidade de um saque extraordinário e limitado do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para que trabalhadores possam quitar dívidas mais caras. Segundo ele, a proposta está sendo desenhada para não comprometer a sustentabilidade do fundo.

Sobre o FGTS, o ministro explicou que há duas frentes em análise: uma correção relacionada ao saque-aniversário com consignado, que pode resultar em "uma devolução de R$ 7 bilhões", e uma segunda medida que prevê um saque limitado.

De acordo com Durigan, a equipe econômica trabalha com a possibilidade de liberar "um limite de 20% de saque da conta individual", direcionado a trabalhadores que recebem até cinco salários mínimos, grupo que representa "92% dos brasileiros".

O ministro avaliou que, após o primeiro Desenrola e o início do ciclo de queda da Selic em agosto de 2023, houve redução do endividamento, mas que "no fim de 2024 e durante 2025" a alta dos juros voltou a pressionar as dívidas de famílias e empresas. "A relação é diretamente proporcional entre o aumento da taxa de juros e o endividamento das famílias, dos informais, das pequenas empresas e das grandes", afirmou.

Durigan explicou ainda que o desenho das medidas prevê que não haja "gasto público direto". A estratégia do governo é induzir as instituições financeiras a reduzirem o saldo devido e refinanciarem com juros menores, oferecendo garantia para "a inadimplência eventual nessa segunda operação" por meio do Fundo de Garantia de Operações (FGO).

O ministro disse esperar descontos elevados nas renegociações e que o governo deve exigir um abatimento mínimo. "Estamos calibrando, mas espero que chegue a 90%", afirmou.

A expectativa, segundo Durigan, é beneficiar "mais de 30 milhões de pessoas". Em relação ao impacto no FGTS, ele reforçou que a medida será "bem limitada e opcional", com estimativa de cerca de R$ 7 bilhões.

Conteúdo elaborado com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.