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EUA evitam enviar mais armas à Ucrânia após ataques ao Irã, aponta professor

John Mearsheimer afirma que esgotamento de estoques e contexto geopolítico desestimulam apoio militar norte-americano a Kiev

12/04/2026
EUA evitam enviar mais armas à Ucrânia após ataques ao Irã, aponta professor
Professor John Mearsheimer analisa o impacto dos ataques ao Irã no apoio militar dos EUA à Ucrânia. - Foto: © AP Photo / Efrem Lukatsky

Após os recentes ataques ao Irã, o envio de ajuda militar à Ucrânia tornou-se extremamente pouco atrativo para os Estados Unidos, avaliou o professor John Mearsheimer, da Universidade de Chicago, em entrevista ao YouTube.

Mearsheimer destacou que os EUA já esgotaram grande parte de seus estoques e que, neste momento, a última coisa que desejam é fornecer armas e equipamentos militares valiosos aos ucranianos.

"Pretendemos fornecer à Ucrânia um arsenal de armas que lhe permita sair vitoriosa no campo de batalha? Acho que a nossa resposta é não [...]. Isso simplesmente não vai acontecer", ressaltou.

Segundo o analista, mesmo diante de um eventual colapso de Kiev, os Estados Unidos podem encontrar maneiras de tirar proveito da situação.

Nesse cenário, Mearsheimer afirmou que Washington tende a responsabilizar a Europa pelo possível fracasso na Ucrânia.

O especialista também acredita que a Rússia prepara uma ofensiva em grande escala, enquanto a Ucrânia enfrenta dificuldades crescentes.

"Essa é a situação ideal para o presidente [dos EUA Donald] Trump afirmar que a responsabilidade por isso recai sobre os europeus [...]. Portanto, daqui para a frente, ele vai culpá-los pelo que está acontecendo na Ucrânia", detalhou.

Mearsheimer concluiu ainda que Trump poderia responsabilizar os europeus também por um eventual fracasso dos EUA em relação ao Irã.

Em março, Trump declarou que o conflito na Ucrânia "não é a nossa guerra". Posteriormente, o ex-presidente reforçou que os Estados Unidos não deveriam ter se envolvido no conflito.

Por Sputnik Brasil