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Príncipe Harry é processado por instituição de caridade fundada na África
Sentebale, organização criada em memória da princesa Diana, move ação por difamação contra Harry após renúncia do príncipe ao cargo de patrono.
Uma instituição de caridade cofundada pelo príncipe Harry na África, em homenagem à sua mãe, a princesa Diana, entrou com uma ação por difamação contra ele após sua renúncia ao cargo de patrono no ano passado.
A Sentebale, que atua no apoio a jovens vivendo com HIV em Botsuana e Lesoto, protocolou a ação no mês passado no Tribunal Superior de Londres, conforme registros judiciais consultados nesta sexta-feira, 10. Documentos apontam que Harry e Mark Dyer, ex-curador da organização, são alvos do processo por difamação ou calúnia.
"A instituição busca a intervenção, proteção e reparação do tribunal diante de uma campanha midiática adversa coordenada, conduzida desde 25 de março de 2025, que resultou em interrupção operacional e danos à reputação da Sentebale, de sua liderança e de seus parceiros estratégicos", informou a entidade em comunicado publicado nesta sexta-feira, 10, em seu site.
O processo coloca o Duque de Sussex em uma posição incomum como réu no Tribunal Superior. Nos últimos três anos, Harry esteve do outro lado de litígios, como principal requerente em processos por invasão de privacidade contra tabloides britânicos, motivados por alegações de escutas telefônicas e espionagem ilegal.
Harry fundou a Sentebale há cerca de 20 anos, ao lado do príncipe Seeiso, do Lesoto. O nome significa "não me esqueças" na língua local, e a organização foi criada em memória de Diana, conhecida por seu ativismo na luta contra o HIV/AIDS e pelo combate ao estigma da doença.
Desentendimentos internos vieram à tona em 2023, relacionados a uma nova estratégia de arrecadação de fundos. Em março de 2025, Harry e Seeiso renunciaram ao cargo de patronos, em apoio aos curadores que haviam deixado a instituição.
Na ocasião, ambos alegaram que a relação entre o conselho e a presidente, Sophie Chandauka, estava irremediavelmente prejudicada. Posteriormente, Chandauka acusou Harry de liderar uma campanha de intimidação e assédio para forçá-la a se afastar do cargo.
Durante a disputa, Chandauka relatou à Sky News que as gravações de um programa de Harry para a Netflix interferiram em uma campanha de arrecadação de fundos da Sentebale, e um episódio envolvendo Meghan, duquesa de Sussex, também se tornou motivo de tensão.
A Comissão de Caridade da Inglaterra e do País de Gales investigou o caso e criticou ambas as partes por permitirem que o conflito se tornasse público, prejudicando a reputação da organização. No entanto, não foram encontradas evidências de assédio moral generalizado ou misoginia na Sentebale.
"Os problemas da Sentebale vieram a público, permitindo que uma disputa prejudicial afetasse a reputação da instituição, comprometendo sua capacidade de atender aos beneficiários para os quais foi criada", afirmou David Holdsworth, CEO da comissão, em agosto de 2025.
O porta-voz de Harry criticou o relatório da comissão, enquanto Chandauka afirmou concordar com as conclusões.
Até o momento, o escritório do Duque de Sussex não respondeu aos pedidos de comentário enviados nesta sexta-feira.
*Este conteúdo foi traduzido com o auxílio de ferramentas de Inteligência Artificial e revisado pela equipe editorial do Estadão. Saiba mais em nossa Política de IA.
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