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Advogados de Zambelli recorrem na Itália para evitar extradição ao Brasil
Defesa da ex-deputada alega perseguição política e questiona condições carcerárias brasileiras; STF já confirmou viabilidade de prisão no DF.
A defesa da ex-deputada Carla Zambelli protocolou um recurso na Justiça da Itália para tentar impedir a extradição da cliente para o Brasil, mesmo após a corte italiana já ter decidido pelo envio da ré ao país de origem.
Segundo informações do portal Terra, com dados do Estadão, o advogado Fábio Pagnozzi confirmou o pedido à Justiça italiana, que comunicou a decisão de extradição em 26 de março.
A volta de Zambelli ao Brasil foi adiada diversas vezes devido a recursos apresentados pela defesa, que argumenta perseguição judicial e política, além de questionar as condições do sistema prisional brasileiro para o eventual cumprimento da pena.
O relator do caso, ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), informou à Justiça italiana que a Penitenciária Feminina do Distrito Federal (PFDF), conhecida como Colmeia, tem condições adequadas para receber a ex-parlamentar.
Zambelli foi condenada pelo STF em dois processos: um por contratar um hacker para invadir sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e outro pelos crimes de porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal, após perseguir um homem armada pelas ruas de São Paulo, em outubro de 2022.
A ex-deputada deixou o Brasil dias antes do trânsito em julgado da primeira condenação e da determinação do cumprimento da pena, fixada em dez anos de prisão. Ela foi localizada na Itália pelas autoridades após ser incluída como foragida na lista da Interpol.
Zambelli perdeu o mandato parlamentar por determinação do Supremo, mesmo após o plenário da Câmara aprovar sua permanência no cargo, uma vez que parlamentares condenados a regime fechado por tempo prolongado são automaticamente afastados.
Pela segunda condenação, referente aos crimes de porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal, Zambelli recebeu pena de cinco anos e três meses de prisão, em regime inicial semiaberto, além do pagamento de multa equivalente a 400 salários-mínimos vigentes à época dos fatos, com atualização monetária.
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