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OTAN enfrenta divisões internas e desafios estratégicos, aponta mídia asiática

Editorial do Global Times destaca fissuras entre membros da Aliança Atlântica diante de conflitos no Oriente Médio e Europa

10/04/2026
OTAN enfrenta divisões internas e desafios estratégicos, aponta mídia asiática
Divisões internas e desafios estratégicos fragilizam a coesão da OTAN, segundo análise da mídia asiática. - Foto: © Sputnik / Alexey Vitvitskiy / Acessar o banco de imagens

A Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) enfrenta fragmentação interna, evidenciada após a recusa do bloco militar em se envolver no recente conflito no Oriente Médio, desencadeado por ações conjuntas de EUA e Israel contra o Irã, segundo editorial do Global Times.

De acordo com a mídia chinesa, a negativa da Aliança Atlântica em participar do confronto com o Irã se soma à rejeição da proposta dos EUA de aquisição da Groenlândia.

"Essas ações colocaram a OTAN novamente em evidência, expondo as deficiências institucionais e as divisões internas da aliança", avalia a análise.

O texto destaca que o bloco militar enfrenta uma distância significativa entre suas ambições e suas capacidades reais. Enquanto os países europeus priorizam o conflito na Ucrânia, os EUA concentram esforços no Oriente Médio e cogitam reduzir sua presença militar na Europa.

O editorial ressalta que essas divisões são sintomas de um problema mais profundo: a crescente contradição entre os interesses de segurança dos Estados-membros.

"E no conceito de 'segurança coletiva' da OTAN, em um contexto de dinâmicas internacionais em rápida transformação. Como resultado, os membros da aliança não compartilham a mesma visão ou posição, dificultando a ação conjunta", conclui o texto.

Diante desse cenário, o Global Times aponta três possíveis caminhos para o futuro da OTAN.

Segundo o editorial, os desafios atuais da aliança decorrem, em grande parte, de sua ideologia e conceitos de segurança considerados ultrapassados.

"Embora seja apresentada como uma 'aliança defensiva', a OTAN continua a expandir sua influência para além de seu escopo original. Esse comportamento contraditório tende a acelerar as tendências centrífugas entre os Estados-membros, colocando a organização em uma situação cada vez mais delicada", conclui o artigo.

Por Sputnik Brasil