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Países da União Europeia se comprometem a apoiar missão no Estreito de Ormuz

Aliança liderada pela França reúne mais de 15 nações para garantir segurança marítima em rota estratégica, ainda sob bloqueio do Irã.

09/04/2026
Países da União Europeia se comprometem a apoiar missão no Estreito de Ormuz
Jornalistas em trabalho na costa do Estreito de Ormuz - Foto: © ANSA/EPA

Os países europeus anunciaram compromisso com os Estados Unidos para ajudar na liberação do Estreito de Ormuz, caso seja necessário, diante da continuidade do bloqueio imposto pelo Irã à rota estratégica. O secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), Mark Rutte, confirmou nesta quinta-feira (9) que a aliança está disposta a desempenhar um papel em eventual missão internacional no estreito.

O primeiro-ministro alemão, Friedrich Merz, informou ao presidente americano, Donald Trump, que a Alemanha apoiaria uma missão para garantir as rotas marítimas, mas ressaltou que seria necessário um mandato internacional, segundo a Bloomberg. Merz afirmou aos repórteres que o ideal seria obter essa autorização do Conselho de Segurança das Nações Unidas. No entanto, a Rússia, membro permanente do conselho, possui poder de veto sobre as resoluções.

O presidente francês, Emmanuel Macron, destacou na quarta-feira (8) que mais de 15 nações estão envolvidas em esforços para reabrir o Estreito de Ormuz. Liderada pela França, uma iniciativa reúne países da Ásia, Europa e Oriente Médio.

"Cerca de 15 países estão atualmente mobilizados e participando do planejamento, liderados pela França, para implementar uma missão defensiva em progressão com o Irã, quando as condições forem adequadas, a fim de facilitar a retomada do tráfego marítimo", declarou Macron.

Enquanto isso, Donald Trump voltou a criticar a Otan na Truth Social, alegando que a organização só toma medidas sob pressão.

Mark Rutte informou a alguns países aliados que o presidente americano espera compromissos concretos nos próximos dias para garantir o fluxo no Estreito de Ormuz, segundo três diplomatas europeus ouvidos pela Reuters.

“O secretário-geral está em contato com os aliados sobre as discussões em Washington”, afirmou à porta-voz de Otan, Allison Hart. “Está claro que os EUA esperam compromissos concretos e ações para garantir a liberdade de navegação no estreito”, acrescentou.