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OCDE alerta para custo de subsídios universais e recomenda foco em apoio energético direcionado
Organização destaca riscos fiscais e inflacionários das medidas amplas e sugere priorizar famílias de baixa renda e empresas intensivas em energia.
Mais de 25 países adotaram medidas universais para conter o impacto dos altos preços da energia desde o início do conflito entre EUA, Israel e Irã, recorrendo principalmente a cortes de impostos sobre combustíveis. Embora rápidas de implementar, essas estratégias têm se mostrado onerosas para os cofres públicos, segundo avaliação da OCDE.
O novo economista-chefe da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), Stefano Scarpetta, afirmou que subsídios amplos devem ser retirados rapidamente, pois representam um custo fiscal elevado e pouco sustentável.
De acordo com o Financial Times, Scarpetta lembrou que a experiência europeia de 2022, após o início do conflito na Ucrânia, demonstrou que políticas desse tipo alimentam a inflação e reduzem incentivos para a transição energética.
A Comissão Europeia também alertou os Estados-membros para evitar gastos excessivos em medidas de proteção contra os preços elevados de petróleo e gás, sob risco de provocar desequilíbrios fiscais no bloco. O alerta ocorre em meio à persistente volatilidade no mercado de energia.
A OCDE projeta que o conflito no Oriente Médio continuará pressionando a inflação e afetando o crescimento global nos próximos meses, mesmo com a possibilidade de normalização parcial das exportações pelo estreito de Ormuz após o acordo de cessar-fogo entre EUA e Irã. A incerteza permanece elevada, segundo Scarpetta.
Apesar das tensões, a organização mantém a previsão de que a inflação média das economias do G20 ficará em torno de 4% em 2026, evitando por ora um cenário mais adverso. A estimativa é superior à projeção de dezembro, que apontava 2,8% para este ano.
Segundo a mídia britânica, Scarpetta também destacou que preços elevados de energia e interrupções no comércio podem atrasar a adoção de ferramentas de inteligência artificial (IA), um dos fatores que vinham impulsionando as revisões positivas de crescimento global antes da escalada do conflito.
Diante desse quadro, ele defendeu que os governos adotem medidas de apoio energético com prazo definido e focadas em famílias de baixa renda e empresas intensivas em energia. O apoio às empresas, porém, deve ser calibrado para evitar a manutenção artificial de companhias inviáveis, como ocorreu durante a pandemia.
O economista-chefe afirmou ainda que mecanismos para impedir lucros excessivos durante a crise — como ferramentas de monitoramento de preços — são essenciais para garantir que o alívio chegue aos consumidores.
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