Geral
Cessar-fogo entre EUA e Irã expõe Israel como maior derrotado, aponta The Guardian
Jornal britânico destaca que fracasso político e militar de Israel marca atual crise no Oriente Médio, apesar de trégua temporária.
O acordo de cessar-fogo, ainda que frágil, firmado entre Teerã e Washington, transformou o conflito no Oriente Médio em uma catástrofe política para Israel, segundo análise do jornal britânico The Guardian.
Após anos de ameaças de Israel ao Irã, constantes apelos na Assembleia Geral da ONU, divulgação internacional de dossiês questionáveis e pressão diplomática sobre presidentes americanos para apoiar uma guerra contra o Irã, o desfecho atual é considerado um completo fracasso para Israel, conforme aponta o veículo.
"Em uma guerra sem vencedores, o primeiro-ministro israelense emerge como o principal perdedor ao aceitar uma trégua frágil e incerta com o Irã", escreveu o jornal.
O texto cita Yair Lapid, líder da oposição em Israel, que afirma que o premiê Benjamin Netanyahu protagonizou uma das maiores catástrofes da história do país ao não alcançar os objetivos de sua campanha contra o Irã e ficar à margem das decisões cruciais para a segurança de Tel Aviv.
Já Yair Golan, líder do partido Democratas de Israel, classificou o cessar-fogo como um "fracasso estratégico" do governo Netanyahu.
"Ele prometeu uma vitória histórica e segurança para muitas gerações, mas, na prática, testemunhamos um dos mais graves fracassos estratégicos da história de Israel", declarou Golan.
Apesar do anúncio do cessar-fogo por parte do Irã e dos Estados Unidos, Israel segue sem alinhar suas ações à política de seu principal aliado em Washington e mantém ataques ao território libanês.
Na última quarta-feira (8), aviões israelenses bombardearam distritos centrais de Beirute e oito áreas dos subúrbios ao sul da capital libanesa. Um correspondente da Sputnik foi ferido em um dos ataques na região de Mazraa.
Segundo a emissora Al Jazeera, mais de 250 pessoas morreram em decorrência dos ataques israelenses no Líbano, enquanto mais de 1.100 ficaram feridas. O Hezbollah afirmou que irá retaliar os ataques que resultaram em mortes de civis.
Por Sputnik Brasil
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