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Abiove avalia como baixas as chances de aumento da mistura de biodiesel no diesel em 2026

Presidente da associação destaca que testes técnicos devem ser concluídos ainda este ano, mas implementação depende de aval do CNPE

08/04/2026
Abiove avalia como baixas as chances de aumento da mistura de biodiesel no diesel em 2026
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

O presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), André Nassar, afirmou nesta quarta-feira (8) que considera improvável a elevação da mistura de biodiesel no diesel de 15% para 17% já em 2026. Segundo ele, a expectativa é que apenas os testes de qualidade e viabilidade da medida sejam concluídos até o fim deste ano.

"Acho que as chances de termos o aumento ainda em 2026 são baixas, mas nosso objetivo é realizar os testes ainda este ano, em cerca de cinco meses. Essas chances eu considero elevadas, pois trata-se de uma questão técnica, não política. Não há razão para não fazer", declarou Nassar durante o lançamento da Aliança Biodiesel, em Brasília (DF).

O dirigente ressaltou que, para iniciar os testes, será necessário que a Aliança Biodiesel ofereça apoio financeiro ao governo federal para viabilizar contratos com laboratórios privados.

"O governo precisa firmar um convênio para pagar os laboratórios. Provavelmente não dispõe de todos os recursos, então teremos que ajudar, doando recursos financeiros, e estamos dispostos a isso, desde que haja o devido controle e aplicação", explicou.

Os testes avaliam parâmetros como desempenho em motores, estabilidade da mistura e impactos logísticos, com o objetivo de garantir a qualidade do combustível. A análise busca assegurar que a elevação do teor não comprometa o funcionamento da frota nem a qualidade do produto ofertado ao consumidor.

O aumento da mistura está previsto na Lei do Combustível do Futuro, que estabelece um cronograma de elevação gradual do teor de biocombustíveis, condicionado à comprovação técnica de viabilidade.

A implementação do novo percentual ainda depende de deliberação do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), que analisa fatores como oferta do produto, impactos sobre preços e segurança do abastecimento.

A elevação da mistura tende a aumentar a demanda por biodiesel, com reflexos diretos sobre cadeias produtivas como a da soja e de outras oleaginosas.