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Cinco projetos avançam para fase final do concurso do Parque do Bixiga
Propostas de arquitetos de quatro estados disputam a concepção do novo parque na Bela Vista, sonho idealizado por Zé Celso
A Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente (SVMA) de São Paulo divulgou as cinco propostas selecionadas para a segunda fase do concurso que definirá o projeto do Parque Municipal do Bixiga, localizado no cruzamento das ruas Jaceguai e Abolição, na Bela Vista.
Em parceria com o Instituto de Arquitetos do Brasil, foram escolhidos os trabalhos liderados pelos arquitetos:
Antonio Roberto Zanolla (São Paulo - SP);
Duarte Vaz Guedes e Silva (Rio de Janeiro - RJ);
Manoel Belisario Bezerra Viana (Umari - CE);
Marcello Cusano Lindgren (Vila Velha - ES);
Mario Arturo Figueroa Rosales (São Paulo - SP).
Durante o concurso, não foi permitida a divulgação de imagens das propostas concorrentes. Os detalhes dos projetos só serão apresentados ao público após o encerramento da segunda fase e a publicação do resultado final.
"O acesso às propostas dos projetos selecionados é restrito aos jurados da comissão avaliadora durante o andamento do concurso. Os materiais são exclusivos, uma vez que ainda passarão por novos processos de análise, discussão e julgamento por parte da comissão responsável", informou a Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente, em nota.
Uma das principais diretrizes para os participantes foi a renaturalização do Córrego Bixiga, atualmente canalizado e soterrado no trecho que cruza a área do futuro parque.
A comissão julgadora fez recomendações a cada uma das propostas selecionadas para a segunda fase. Agora, as equipes apresentarão os projetos à comissão, que determinará os três primeiros colocados. Segundo o cronograma do concurso, o resultado final deve ser divulgado no início de maio.
Parque do Bixiga foi grande sonho de Zé Celso
A área de 11,1 mil m² do parque foi adquirida pela Prefeitura de São Paulo em agosto de 2024 por R$ 65 milhões. O município e a Sisan Empreendimentos, do Grupo Silvio Santos, dono do terreno desde a década de 1980, chegaram a um acordo após quatro décadas de mobilização popular pela criação do parque.
O principal idealizador do parque foi o dramaturgo José Celso Martinez Corrêa, falecido em julho de 2023. Por meio de textos-manifesto, performances e mobilizações públicas, Zé Celso reuniu apoiadores contrários à construção de edifícios no entorno do Teatro Oficina, localizado na Rua Jaceguai desde os anos 1960.
Entre as conquistas de Zé Celso após a venda dos imóveis vizinhos à Sisan Empreendimentos está o tombamento da sede da companhia nas esferas municipal, estadual e federal, com diferentes perfis e propostas de proteção. O imóvel tem projeto assinado pela renomada arquiteta Lina Bo Bardi, em conjunto com Edson Elito.
A mobilização contra novas construções no entorno do parque ganhou força especialmente após 2000, quando foi aprovado um projeto para erguer um shopping no local. Outra proposta, apresentada quatro anos depois, previa integrar o teatro ao centro comercial, mas também foi criticada pelo Oficina e posteriormente abandonada pela iniciativa privada.
Após o shopping, surgiram planos para a construção de torres. Em 2008, a Sisan propôs erguer um condomínio de três prédios. A obra enfrentou entraves para aprovação, chegou a obter decisões favoráveis dos órgãos municipal e estadual de patrimônio ao longo das décadas seguintes, mas nunca saiu do papel.
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