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Galípolo diz que sigilo de 8 anos sobre liquidação do Master segue regras vigentes desde 2018

Presidente do BC afirma que decisão segue normas da autoridade monetária e que eventual insatisfação deve ser debatida, não descumprida.

08/04/2026
Galípolo diz que sigilo de 8 anos sobre liquidação do Master segue regras vigentes desde 2018
Gabriel Galípolo - Foto: Reprodução

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou nesta quarta-feira (8) que o sigilo de oito anos imposto sobre as informações relativas à liquidação do Banco Master segue as regras da autoridade monetária em vigor desde 2018. Galípolo conheceu críticas à decisão e ponderou que, caso haja insatisfação com a norma, ela pode ser debatida, mas não simplesmente descumprida.

Na sequência, o presidente do BC ressaltou que, no caso do Master, a autoridade monetária considera fundamental seguir o rito de maneira estrita. “No caso do Banco Master, a gente entende que é fundamental que seja seguido o rito mais estrito possível, justamente para evitar dar algum tipo de subsídio, para eventualmente ter algum tipo de questionamento amanhã”, afirmou Galípolo durante audiência na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado.

Galípolo também reforçou a necessidade de normalizar as relações institucionais no país. “Entendo, como normalizar as relações institucionais, não recuar aquilo que são as suas obrigações legais e o seu mandato legal, nem um milímetro, mas também não exorbitar o que é a sua função e a sua obrigação legal”, declarou.

Meta de

Ao abordar a meta de inflação, Galípolo frisou que quem está à frente do Banco Central cumpre o mandato previsto, sem discutir o tema.

Pix

O presidente do BC esclareceu ainda que os incidentes cibernéticos registrados em 2025 foram decorrentes de ataques a instituições financeiras, e não ao sistema do Pix em si. “Em quase todos esses casos, o que a gente encontrou foi que existia algum tipo de coisa que é conhecida como engenharia social”, explicou.

Galípolo comparou a situação: dizer que o sistema do Pix foi atacado, quando na verdade uma instituição financeira foi invadida e recursos foram roubados, seria o mesmo que afirmar que o dinheiro impresso pelo Banco Central foi roubado quando ocorreu um assalto a uma agência bancária.

“Em nenhum dos casos foi atacado o sistema eficaz do Pix. Foram sistemas próprios de instituições, ou muitas vezes sistemas terceirizados”, concluiu o presidente do BC.