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Casa Branca afirma avanço dos EUA contra o Irã e mantém diálogo aberto

Secretária de imprensa destaca progresso militar e negociações produtivas, mas alerta para possível retaliação caso o Irã não aceite derrota.

25/03/2026
Casa Branca afirma avanço dos EUA contra o Irã e mantém diálogo aberto
Casa Branca afirma avanço dos EUA contra o Irã e mantém diálogo aberto - Foto: Depositphotos

Washington – A Casa Branca informou nesta quarta-feira, 25, que os Estados Unidos estão próximos de alcançar seus objetivos na operação militar contra o Irã, ao mesmo tempo em que mantêm canais de diálogo abertos com Teerã.

Segundo a secretária de imprensa, Karoline Leavitt, as forças americanas estão "adiantadas em relação ao cronograma", com uma recente diminuição nos ataques iranianos com mísseis balísticos e drones.

Em coletiva de imprensa, Leavitt afirmou que o governo iraniano "quer conversar" e que o presidente Donald Trump está disposto a ouvir, ressaltando que as negociações realizadas nos últimos três dias têm sido "produtivas". Apesar disso, destacou que "nenhuma negociação de paz deve ser considerada oficial neste momento" e negou que Teerã tenha rejeitado formalmente propostas recentes.

A porta-voz alertou que, caso o Irã "não aceite a realidade de que foi derrotado", Trump poderá retaliar "com mais força", acrescentando que o país persa "não deve errar novamente em seus cálculos". Leavitt reiterou a previsão de que a operação pode durar de quatro a seis semanas.

Sobre relatos de um plano de 15 pontos para o Irã, Leavitt esclareceu que a Casa Branca nunca confirmou a veracidade integral do documento, embora reconheça "elementos de verdade" nas informações divulgadas. No cenário doméstico, avaliou que eventuais altas temporárias nos preços de combustíveis tendem a se reverter, enquanto o governo monitora os impactos do conflito. "Os EUA estão trabalhando em soluções criativas para os preços do petróleo", afirmou, sem detalhar medidas.

Questionada sobre a normalização da passagem de navios pelo Estreito de Ormuz, Leavitt disse que ainda não há previsão para o retorno à normalidade.

Ela também informou que o presidente Trump viajará a Pequim para se reunir com o presidente chinês, Xi Jinping, nos dias 14 e 15 de maio — encontro adiado após o início da guerra entre EUA, Israel e Irã.