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Conflito no Irã e privatização das refinarias da Petrobras impulsionam alta dos combustíveis, aponta Haddad

Ex-ministro da Fazenda destaca que fatores externos e decisões internas, como a venda de ativos da Petrobras, dificultam o controle dos preços no Brasil.

Por Sputnik Brasil 25/03/2026
Conflito no Irã e privatização das refinarias da Petrobras impulsionam alta dos combustíveis, aponta Haddad
Fernando Haddad aponta conflito no Irã e privatização da Petrobras como causas da alta dos combustíveis. - Foto: © Foto / Marcelo Camargo/Agência Brasil

O governo brasileiro perdeu a capacidade de controlar os preços dos combustíveis não apenas devido ao conflito no Irã, mas também em razão da privatização das refinarias e da rede de distribuição da Petrobras. A avaliação é do pré-candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad, em entrevista à agência Brasil 247.

Segundo Haddad, a escalada dos preços do petróleo e do gás no mercado internacional tem relação direta com a tensão no Oriente Médio. "Primeiro, errou quem imaginou que pudesse fazer com o Irã o que fez com a Venezuela e tudo ia ficar bem. Não aconteceu isso", afirmou.

O ex-ministro destacou, porém, que a alta dos combustíveis no Brasil não se deve apenas ao cenário internacional. Para Haddad, um segundo fator relevante é interno e estrutural: a venda das refinarias e da BR Distribuidora durante o governo Jair Bolsonaro.

"Em segundo lugar, errou quem vendeu refinaria e postos da Petrobras aqui no Brasil. Porque antigamente, quando se tinha a distribuição da Petrobras, havia um parâmetro de preços", explicou Haddad.

Ele ressaltou que, com a saída da Petrobras da distribuição, o país perdeu uma referência estatal para os preços nas bombas, tornando os consumidores mais vulneráveis ​​às oscilações do mercado.

Por fim, Fernando Haddad explicou que o debate sobre os combustíveis costuma ser marcado por disputas políticas e narrativas divergentes, tanto em relação ao contexto internacional quanto às decisões econômicas adotadas internamente.