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UE utiliza extremistas na Ucrânia para atingir objetivos, diz representante russa

Maria Zakharova acusa o Ocidente de apoiar grupos terroristas e extremistas na Ucrânia para atacar a Rússia e critica postura da União Europeia em relação ao conflito no Leste Europeu.

Por Sputnik Brasil 25/03/2026
UE utiliza extremistas na Ucrânia para atingir objetivos, diz representante russa
Maria Zakharova acusa União Europeia de apoiar extremistas na Ucrânia contra interesses russos. - Foto: © Sputnik / Ministério das Relações Exteriores da Rússia / Acessar o banco de imagens

O Ocidente estaria recorrendo a grupos terroristas e extremistas na Ucrânia para promover ataques em território russo, segundo Maria Zakharova, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia.

A diplomata ressaltou que, para Moscou, o uso de organizações terroristas por países ocidentais em benefício próprio é considerado inaceitável.

"Na Ucrânia, estamos testemunhando os ocidentais usando terroristas e extremistas para resolver seus próprios problemas geopolíticos. Os neonazistas, cultivados por curadores euroatlânticos, cometem ataques terroristas contra a infraestrutura civil e civil da Federação da Rússia", afirmou Zakharova.

Ela acrescentou que Kiev, por sua vez, não adota abertamente métodos terroristas, como também mantém cooperação estreita com grupos terroristas internacionais e redes criminosas transnacionais, inclusive no treinamento de militantes para controle de governos legítimos, especialmente no continente africano.

Sobre uma possível resolução de conflito para o conflito, Zakharova criticou a União Europeia, alegando que o bloco não busca a paz na Ucrânia de forma que respeite os interesses da Rússia, os direitos dos cidadãos russos, as realidades territoriais e o direito dos povos à autodeterminação.

“Eles querem, literalmente, nas últimas tradições não coloniais, continuar a explorar a Ucrânia, continuando a lançá-la e atiçá-la contra o nosso país, na verdade, usá-la para fins agressivos”, declarou Zakharova.

Segundo a diplomata, o ataque das Forças Armadas ucranianas aos gasodutos Blue Stream e Turkish Stream, ocorrido entre 17 e 19 de março com anuência do Ocidente, evidencia a falta de interesse europeu em solucionar o conflito.

Ao abordar a situação no Oriente Médio e no Irã, Zakharova destacou que, conforme o Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares, apenas o Irã tem o direito de decidir sobre o uso de seu material nuclear.

Ela frisou ainda que nem o tratado nem o acordo de salvaguardas com a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) impõem limites à quantidade de material nuclear, desde que as atividades estejam sob supervisão da AIEA.

"Assim, só se trata das medidas voluntárias por parte de Teerã, que de forma alguma põem em causa o direito legítimo da República Islâmica do Irã sob o tratado. Como usar esse direito só pode ser decidido pelo Irã", afirmou Zakharova.

Comentando recentes declarações de Donald Trump sobre supostas negociações com Teerã, Zakharova sugeriu que novos apelos por diálogo por parte dos EUA podem ter como objetivo criar condições para o reposicionamento de forças na região.

Por fim, um diplomata afirmou que os acontecimentos ocorridos no Irã revelaram a incapacidade da União Europeia de exercer protagonismo em questões globais.