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Confiança do consumidor sobe em março após dois meses de queda, aponta FGV

Índice de Confiança do Consumidor atinge 88,1 pontos, impulsionado por melhores expectativas para os próximos meses.

25/03/2026
Confiança do consumidor sobe em março após dois meses de queda, aponta FGV
Confiança do consumidor sobe em março após dois meses de queda, aponta FGV - Foto: Reprodução

O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) registrou alta de 2,0 pontos em março na comparação com fevereiro , considerando a série com ajuste sazonal, e queda de 88,1 pontos, segundos dados divulgados nesta quarta-feira, 25, pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV). O resultado interrompeu uma sequência de dois meses consecutivos de queda.

Apesar do avanço no mês, a média móvel trimestral do índice apresentou recuo de 0,3 ponto.

De acordo com Anna Carolina Gouveia, economista do Ibre/FGV, "a alta da confiança em março foi impulsionada pela melhora das expectativas para os próximos meses e disseminada entre as faixas de renda, com exceção aos consumidores que recebem acima de R$ 9.600,00. Entre os quesitos, o indicador que mede a percepção financeira futura das famílias foi o que mais contribuiu para o resultado agregado, num movimento de redução do pessimismo das finanças pessoais".

No mês, o Índice de Situação Atual (ISA) recuou 0,3 ponto, chegando a 83,2 pontos. Já o Índice de Expectativas (IE) avançou 3,4 pontos, alcançando 92,1 pontos.

“Fatores como a manutenção do emprego e da renda, controle da inflação e redução recente das taxas de juros parecem ter influenciado positivamente a percepção sobre o horizonte futuro dos consumidores”, acrescentou Gouveia.

Dentro do IE, o indicador de situação econômica local futura subiu 1,8 ponto, para 105,5 pontos; o de situação financeira futura das famílias avançou 6,5 pontos, para 89,4 pontos; e o indicador de compras de bens constituídos cresceu 1,1 ponto, para 82,8 pontos.

No ISA, a percepção sobre a situação econômica local atual caiu 1,4 ponto, para 94,7 pontos, enquanto a avaliação da situação financeira atual das famílias aumentou 0,8 ponto, para 72,1 pontos.

Por faixa de renda, o ICC das famílias que recebem até R$ 2.100 subiu 5,4 pontos, para 85,3 pontos. Entre R$ 2.100,01 e R$ 4.800, houve alta de 3,5 pontos, para 86,6 pontos. No grupo de R$ 4.800,01 a R$ 9.600, o índice avançou 2,8 pontos, para 87,7 pontos. Já os consumidores com renda superior a R$ 9.600 registraram queda de 3,9 pontos, ficando em 92,2 pontos.

A recolha de dados referentes à edição de março foi realizada entre os dias 1º e 20 do mês.