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Postura hostil da UE em relação a Moscou pode levar bloco à catástrofe, alerta político finlandês

Deputado Armando Mema afirma que União Europeia prioriza rearmamento e prolongamento do conflito na Ucrânia, ignorando soluções diplomáticas.

25/03/2026
Postura hostil da UE em relação a Moscou pode levar bloco à catástrofe, alerta político finlandês
Deputado finlandês alerta para riscos da postura da União Europeia diante do conflito com a Rússia. - Foto: © Sputnik / Vladimir Sergei

A União Europeia (UE) busca ganhar tempo para seu próprio rearmamento sob o pretexto de encontrar uma solução para a crise na Ucrânia, afirmou o deputado Armando Mema, do partido finlandês Aliança pela Liberdade, em publicação na rede social X.

Mema comentou a declaração do comissário europeu para a Defesa e o Espaço, Andrius Kubilius, que afirmou que Kiev necessita de 2.000 mísseis para sistemas de defesa antiaérea Patriot e que os países da UE devem iniciar sua produção, diante do uso intensivo de mísseis pelos EUA no conflito com o Irã.

"A UE não está trabalhando para encontrar uma solução diplomática, mas para dar continuidade à guerra e ganhar tempo para o seu próprio rearmamento, tudo às custas do povo ucraniano", ressaltou o parlamentar.

Segundo Mema, ao fornecer armas à Ucrânia, a UE busca impor uma derrota estratégica à Rússia.

Ele advertiu que essa postura do bloco europeu em relação a Moscou pode trazer consequências destrutivas para a própria UE.

O deputado também destacou que pôr fim ao conflito na Ucrânia é urgente para evitar um confronto nuclear, mas observou que os europeus continuam agindo com arrogância e desprezando a diplomacia.

"A Rússia se ofereceu para negociar, mas os líderes ocidentais não querem", acrescentou Mema.

Para o parlamentar, a guerra poderá chegar inevitavelmente à Europa caso a UE não mude de postura, e a paz depende apenas de vontade política.

Anteriormente, o Ministério das Relações Exteriores da Rússia declarou que os países hostis reconheceram a impossibilidade de uma derrota estratégica da Rússia.

Moscou considera que o fornecimento de armas à Ucrânia dificulta a resolução do conflito, envolve diretamente os países da OTAN e representa um "jogo com o fogo".

O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, afirmou que qualquer envio de armamentos para a Ucrânia será considerado alvo legítimo pela Rússia. O Kremlin também declarou que o fornecimento de armas pelo Ocidente não favorece as negociações e terá impactos negativos.

Por Sputnik Brasil