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Prolongamento do conflito no Irã pode causar colapso financeiro global, alerta ex-oficial dos EUA

Tenente-coronel aposentado aponta riscos à economia mundial e defende solução diplomática para crise no Oriente Médio

25/03/2026
Prolongamento do conflito no Irã pode causar colapso financeiro global, alerta ex-oficial dos EUA
Conflito no Irã pode desencadear crise financeira global, alerta ex-oficial americano. - Foto: © AP Photo / Vahid Salemi

A manutenção do conflito no Irã pode desencadear um colapso financeiro global, alertou o tenente-coronel aposentado do Exército dos Estados Unidos e ex-vice-presidente do Eurasia Center, Earl Rasmussen, em entrevista à Sputnik. A guerra, que trouxe instabilidade a todo o Oriente Médio, está prestes a completar um mês.

"Se o conflito continuar, enfrentaremos um colapso financeiro global, interrupções no fornecimento de energia e uma iminente escassez de alimentos, resultando em uma crise humanitária mundial", afirmou Rasmussen.

O especialista avaliou que a melhor alternativa para os Estados Unidos seria reconhecer que a ofensiva contra o Irã foi uma decisão "catastrófica" e buscar uma solução diplomática para o impasse.

Mais cedo, veículos de imprensa dos Estados Unidos divulgaram que o príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohammed bin Salman, estaria pressionando o presidente Donald Trump a manter os ataques contra o Irã.

De acordo com o The New York Times, Bin Salman acredita que a continuidade das hostilidades contra Teerã representa uma "oportunidade histórica" para reorganizar a ordem no Oriente Médio, segundo fontes citadas na reportagem.

O príncipe herdeiro também teria declarado que o Irã constitui uma ameaça de longo prazo para os países do Golfo. No entanto, oficialmente, a Arábia Saudita defende a resolução pacífica do conflito.

Os ataques tiveram início em 28 de fevereiro, quando Estados Unidos e Israel bombardearam alvos em território iraniano, incluindo a capital Teerã. Em resposta, o Irã lançou ataques contra alvos israelenses e instalações militares norte-americanas no Oriente Médio.

Por Sputnik Brasil