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Chipre pressiona Reino Unido por novo acordo sobre bases militares

Após ataque com drone, governo cipriota pede mais transparência e revisão de pactos firmados desde a era colonial.

25/03/2026
Chipre pressiona Reino Unido por novo acordo sobre bases militares
Bases militares britânicas em Chipre voltam ao centro de debate após ataque com drone e pressão por revisão de acordo. - Foto: © AP Photo / Petros Karadjias

O governo do Chipre intensificou as cobranças ao Reino Unido por uma revisão do acordo que autoriza a presença de duas bases militares britânicas na ilha, segundo o jornal The Telegraph.

As instalações, localizadas nas Áreas de Soberania de Akrotiri e Dhekelia, permanecem sob controle britânico desde a independência cipriota, em 1960. O presidente Nikos Christodoulides classificou as bases como uma "herança colonial" para o país.

A exigência por garantias de segurança mais amplas ganhou força após um ataque com drone contra uma das bases, ocorrido em meio às tensões regionais envolvendo o Irã. O governo cipriota busca maior transparência e participação em decisões sobre missões, deslocamento de tropas e equipamentos, além de avaliações de risco.

Na última semana, Christodoulides manteve uma conversa telefônica prolongada com o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, solicitando a abertura de negociações. Segundo fontes, o Chipre não pede a retirada das bases, mas defende consultas prévias sobre operações militares na região.

Em resposta, um porta-voz do Ministério da Defesa do Reino Unido ressaltou que as áreas de soberania "nunca fizeram parte da República de Chipre", permanecendo sob domínio britânico desde 1960, e indicou que não há planos para alterar esse status.

Os acordos originais previam cooperação entre Reino Unido, Chipre, Grécia e Turquia para a defesa conjunta da ilha, mas, na prática, a coordenação é rara. Para o governo de Nicósia, o modelo vigente já não atende às demandas contemporâneas.

Londres confirmou que, em 1º de março, um drone atingiu a base de Akrotiri, provocando danos limitados. O Ministério da Defesa britânico afirmou que o equipamento provavelmente foi lançado a partir do Líbano ou do Iraque, e não diretamente do Irã.

Com informações de Sputnik Brasil