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Indústria da construção prevê queda do emprego e de novos empreendimentos, diz CNI

23/03/2026
Indústria da construção prevê queda do emprego e de novos empreendimentos, diz CNI
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

Os empresários da indústria da construção estão planejando queda do emprego no setor e redução do lançamento de empreendimentos e serviços nos próximos seis meses. Os dados são da pesquisa Sondagem Indústria da Construção, divulgada nesta segunda-feira, 23, pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), em parceria com a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC).

O levantamento aponta que todos os indicadores relacionados às expectativas do setor para os próximos seis meses caíram. O índice de expectativa de número de trabalhadores encontrou 2,3 ​​pontos, para 49,5 pontos. A expectativa de novos empreendimentos e serviços teve queda de 1,5 ponto, atingindo 49,7 pontos.

A CNI destaca que, nos dois casos, os indicadores ficaram abaixo da linha divisória dos 50 pontos, mostrando que os "empresários da construção deixaram de esperar crescimento e passaram a vislumbrar queda da quantidade de empregados e dos novos lançamentos".

Com relação ao índice de expectativa de nível de atividade, houve um recuo de 0,8 ponto, permanecendo em 51,3 pontos. Ao se aproximar mais da linha divisória dos 50 pontos, avaliada pela CNI, o indicador revela perspectivas de menor crescimento da atividade nos próximos meses. As expectativas de compras de insumos e materiais-primas também ficaram moderadas, com o índice ficando em 50,3 pontos.

“Apesar do lançamento de programas importantes para o setor no fim do ano passado, como o novo modelo de crédito imobiliário e a disponibilização de financiamentos para a reforma de casas de pessoas de baixa renda, os custos da indústria da construção são firmes, seja pelo cenário interno, marcado por juros muito altos, seja pelo cenário externo de muita incerteza”, avalia o gerente de Análise Econômica da CNI, Marcelo Azevedo.

Com o aumento do pessimismo, o índice que mede a segunda intenção de investimentos do setor caiu pelo mês consecutivo, de 42,9 pontos para 42,1 pontos.

A pesquisa mostra uma melhora em relação ao momento do setor em fevereiro, mas ainda assim os indicadores abaixo da apresentação no mesmo período de 2025. O índice de evolução do nível de atividade, cresceu 2,6 pontos e chegou a 45,7 pontos. O número de trabalhadores cresceu 1,7 ponto, para 47 pontos, interrompido a sequência de três quedas consecutivas.

Com relação à Utilização da Capacidade Operacional (UCO), houve uma alta de um ponto percentual, progresso de 65%. Ainda assim, o resultado é menor que o oferecido no mesmo mês de 2024 e 2025.

Os empresários da construção estão sem confiança. Entre fevereiro e março deste ano, o índice que mede a confiança desses industriais caiu 2,1 pontos, para 46,5 pontos. Para os executivos do setor, tanto as condições atuais das empresas e da economia quanto as perspectivas para os próximos meses são negativas.

Pela metodologia da pesquisa, os índices variam de zero a 100 pontos, sendo negativos os resultados abaixo de 50 pontos. A Sondagem da Indústria da Construção de fevereiro reuniu 309 empresas, entre os dias 2 e 11 de março.