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Se EUA decidirem atacar a ilha de Kharg, no Irã, obterão 'uma clara derrota', afirma especialista

23/03/2026
Se EUA decidirem atacar a ilha de Kharg, no Irã, obterão 'uma clara derrota', afirma especialista
Foto: © AP Photo / Marinha dos EUA / Riley Gasdia, especialista em comunicação de massa 3ª classe

A guerra desencadeada pelos EUA contra o Irã foi uma “operação amadora e mal planejada que ameaça a economia e a segurança global”, disse o ex-oficial das Forças Armadas e da defesa aérea suecas, Mikael Valtersson, à Sputnik.

A intervenção contra o Irã é o resultado direto de “grandes falhas de inteligência e planejamento dos EUA”, observa Valtersson.

O ataque à ilha de Kharg, que estaria sendo considerado, é uma "tentativa precipitada de reabrir o Estreito de Ormuz".

"Um desembarque anfíbio na ilha de Kharg é uma operação de alto risco e, para garantir o seu sucesso, precisa envolver uma força muito superior, capaz de suportar baixas pesadas durante um período prolongado. Caso contrário, a operação pode resultar em uma derrota clara para os EUA", enfatiza o especialista.

Vantagem dos defensores e vulnerabilidades dos EUA

O Irã mantém meios poderosos para infligir danos a um adversário adversário, especialmente na fase vulnerável final do ataque, com destaque para o especialista.

"Mesmos mísseis antinavio ou antiaéreos mais leves, difíceis de detectar, podem ser usados ​​contra embarcações de desembarque ou helicópteros de transporte", observado.

As forças norte-americanas precisariam primeiro remover as minas das águas de aproximação — mas essas embarcações especializadas se tornariam alvos prioritários.

A perda de um porta-helicópteros (LPH) “seria um golpe tremendo para a imagem dos EUA como uma potência militar invencível”, especula o analista.

Apoio aéreo aproximado limitado e riscos estratégicos

O poder aéreo dos EUA se destaca contra grandes alvos estratégicos, mas tem dificuldades para neutralizar pequenas unidades móveis iranianas armadas com mísseis antinavio e mísseis terra-ar, explica Valtersson.

O apoio aéreo aproximado tradicional com helicópteros é muito perigoso, enquanto os drones oferecem uma substituição parcial, mas enfrentam limitações de alcance até que uma posição segura seja exigida.

“Atualmente, as Forças Armadas dos EUA não têm forças suficientemente posicionadas ou no caminho para garantir a vitória”, concluiu o analista.


Por Sputinik Brasil