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Ex-diretor de Contraterrorismo dos EUA alerta para riscos de envio de tropas à Ilha de Kharg

Joe Kent afirma que ação poderia transformar militares americanos em reféns e agravar conflito com o Irã

23/03/2026
Ex-diretor de Contraterrorismo dos EUA alerta para riscos de envio de tropas à Ilha de Kharg
Ex-diretor americano alerta para riscos de envio de tropas dos EUA à Ilha de Kharg, no Irã. - Foto: © AP Photo / Horst Faas

O envio de tropas dos Estados Unidos para a Ilha de Kharg, no Irã, seria desastroso e poderia colocar militares americanos em situação de reféns, alertou Joe Kent, ex-diretor do Centro Nacional de Contraterrorismo dos EUA.

Segundo o site Axios, o presidente dos EUA, Donald Trump, estaria avaliando a possibilidade de ocupar a Ilha de Kharg como forma de pressionar Teerã a garantir a livre navegação no estreito de Ormuz.

"Acho simplesmente que isso seria um desastre", afirmou Kent, em entrevista ao Washington Post. "Seria basicamente dar ao Irã um monte de reféns em uma ilha que eles poderiam atacar com drones e mísseis."

O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, declarou no domingo que todas as opções permanecem sobre a mesa, sem descartar o envio de tropas americanas para a ilha iraniana.

Desde 28 de fevereiro, EUA e Israel vêm realizando ataques contra alvos no Irã, incluindo a capital Teerã, resultando em danos extensos e milhares de vítimas civis.

Em resposta, o Irã tem promovido ataques de retaliação contra território israelense e posições militares dos EUA no Oriente Médio.

Kent pediu demissão na semana passada, alegando não poder apoiar a guerra em curso no Irã. Segundo ele, autoridades americanas teriam sido influenciadas por uma operação de desinformação destinada a empurrar os EUA para o conflito.

Após a renúncia, Donald Trump declarou à imprensa que a saída de Kent foi "uma coisa boa", classificando o ex-diretor como "muito fraco em segurança".

Kent havia sido indicado por Trump para o cargo em fevereiro de 2025. Na época, o presidente justificou a escolha mencionando que a esposa de Kent foi morta "na luta contra o Estado Islâmico (Daesh, organização terrorista proibida na Rússia e em vários países)".

Por Sputnik Brasil