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Cuba diz que Exército está em alerta diante de possível agressão dos EUA
Vice-chanceler cubano afirma que país mantém prontidão militar, mas prioriza soluções diplomáticas para crise agravada por bloqueio energético.
Vice-chanceler Carlos Fernández de Cossío afirma que as Forças Armadas de Cuba estão em alerta diante do risco de agressão militar dos Estados Unidos e critica a falta de justificativa para uma ação contra a ilha.
O governo cubano declarou que se prepara para uma possível agressão militar dos EUA, em meio ao aumento das tensões e à crise energética que atinge o país.
A declaração foi feita pelo vice-ministro das Relações Exteriores, Carlos Fernández de Cossío, que enfatizou que, embora Cuba não busque confronto, mantém suas forças armadas em estado de prontidão.
“Nosso exército sempre está preparado”, afirmou o diplomata, acrescentando que atualmente o país se organiza diante do risco de um eventual ataque. Apesar disso, Cossío ressaltou que Havana “não tem disputa com os Estados Unidos” e espera evitar qualquer escalada militar, reiterando a disposição cubana para o diálogo.
As declarações ocorrem em um momento crítico para Cuba, que enfrenta uma grave crise econômica e energética. O país tenta restabelecer o fornecimento de eletricidade após sucessivos apagões nacionais, provocados por uma rede elétrica envelhecida e pela escassez de combustível.
A situação foi agravada pelo bloqueio ao fornecimento de petróleo imposto pelos Estados Unidos, que interrompeu fluxos essenciais de energia para a ilha e intensificou a escassez de combustíveis desde o início do ano.
A crise se aprofundou ainda mais após a interrupção do envio de petróleo venezuelano — historicamente o principal suporte energético de Cuba — em meio à intervenção americana na Venezuela e à captura do líder venezuelano, Nicolás Maduro, em 3 de janeiro de 2026.
Nesse contexto, autoridades cubanas defendem o “direito de se proteger”, ao mesmo tempo em que buscam soluções diplomáticas para reduzir as tensões. Apesar do discurso de prontidão militar, o governo insiste que sua prioridade é evitar confronto direto e encontrar saídas negociadas para a crise.
Por Sputnik Brasil
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