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Giorgia Meloni enfrenta teste político crucial com votação de referendo iniciada neste domingo

Reforma judicial mobiliza oposição e pode impactar liderança da primeira-ministra italiana às vésperas das eleições

22/03/2026
Giorgia Meloni enfrenta teste político crucial com votação de referendo iniciada neste domingo
Giorgia Meloni - Foto: Arquivo

Giorgia Meloni, primeira-ministra conservadora da Itália, enfrenta um momento decisivo com o início do referendo de dois dias sobre a reforma judicial, realizado a partir deste domingo, 22. O que começou como uma proposta técnica para revisar o sistema de justiça ganhou dimensões políticas, transformando-se em um verdadeiro teste de sua liderança nacional e internacional.

A reforma judicial conseguiu unir a oposição de centro-esquerda, convertendo o referendo em um confronto simbólico sobre a força política de Meloni, especialmente a apenas um ano das próximas eleições nacionais. Pesquisas recentes indicam uma disputa acirrada, com o voto pelo "Não" crescendo em um ambiente polarizado, onde a participação dos eleitores pode ser decisiva. No primeiro dia, após 12 horas de votação, o comparecimento chegou a 38% dos eleitores aptos — o índice mais alto já registrado para um referendo de dois dias na Itália.

Para o analista político Lorenzo Pregliasco, uma eventual rejeição à reforma teria consequências políticas relevantes, abalando a imagem de invencibilidade de Meloni e fortalecendo a oposição de centro-esquerda.

Inicialmente, Meloni evitou atrelar sua imagem ao referendo, temendo que uma derrota pudesse fragilizá-la. Porém, com a aproximação da votação e o estreitamento das pesquisas, ela passou a apoiar abertamente a campanha pelo "Sim", criticando setores do judiciário que, segundo ela, dificultam ações do governo em temas como migração e segurança.

As declarações firmes da primeira-ministra provocaram reações de magistrados e da centro-esquerda, que alertam para riscos à independência do Judiciário. Analistas também apontam que o resultado do referendo terá repercussões internacionais, especialmente diante da percepção de que Meloni poderia parecer alinhada ao presidente dos EUA, Donald Trump, cuja política externa vem sendo alvo de críticas crescentes entre os italianos.

Mesmo que uma derrota no referendo não obrigue Meloni a renunciar, ela pode ver sua credibilidade abalada junto à União Europeia (UE). O pleito discute reformas há muito debatidas, como a separação das carreiras de juízes e promotores e mudanças no Conselho Superior da Magistratura.

Fonte: Associated Press.

Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.