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Gleisi Hoffmann volta a criticar taxa Selic e chama juros do cartão de crédito de 'criminosos'

Ministra das Relações Institucionais afirma que altos juros prejudicam famílias e ameaçam economia popular.

22/03/2026
Gleisi Hoffmann volta a criticar taxa Selic e chama juros do cartão de crédito de 'criminosos'
Gleisi Hoffmann - Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

Gleisi Hoffmann, ministra da Secretaria de Relações Institucionais, voltou a criticar neste domingo a taxa Selic, classificando-a como "vergonhosa". Ela também chamou a taxa de juros do cartão de crédito rotativo de "criminosa".

"Se a taxa Selic é vergonhosa, a taxa de juros do cartão de crédito rotativo é criminosa: uma Selic ao mês! O parcelado no cartão paga juros de 9,43% e o cheque especial 7,52% ao mês. Sem falar de outros empréstimos, inclusive os consignados. Não tem povo nem país que aguente isso. Vão acabar com a economia popular endividando cada vez mais as famílias, os trabalhadores", escreveu Gleisi em suas redes sociais.

Segundo a ministra, todo o esforço feito pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para gerar empregos e aumentar a renda está sendo corroído pelos ganhos financeiros do sistema bancário. "Precisamos de uma cruzada cívica para enfrentar essa situação!", completou.

Reconhecida como uma das principais vozes do PT contra o atual patamar da Selic, Gleisi já havia declarado na última quarta-feira, 18, que a redução de 0,25 ponto percentual na taxa, sem sinalização clara de novos cortes, foi "decepcionante". Na ocasião, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central reduziu a Selic de 15% para 14,75% ao ano, um corte menor que o esperado, influenciado pela guerra no Oriente Médio e pelo aumento dos preços do petróleo.

No mesmo dia, Gleisi afirmou que o Brasil "já pagou um preço alto demais pela política de juros contracionista, que está inibindo o investimento e inflando a dívida pública e das famílias". Para ela, as incertezas provocadas pelo conflito não justificam "o prolongamento do sufoco dos juros e dos ganhos especulativos".