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G7 promete garantir fornecimento de petróleo pelo estreito de Ormuz

Grupo dos países mais ricos do mundo anuncia medidas para assegurar fluxo energético global diante de conflitos entre Irã, EUA e Israel

Por Sputnik Brasil 21/03/2026
G7 promete garantir fornecimento de petróleo pelo estreito de Ormuz
Navios petroleiros no estreito de Ormuz, rota estratégica para o fornecimento global de energia. - Foto: © AP Photo / Fars News Agency / Mahdi Marizad

Os ministros das Relações Exteriores do G7, grupo que reúne as sete maiores economias do mundo, anunciaram neste sábado (21/3) que adotarão medidas necessárias para garantir o fornecimento global de energia pelo estreito de Ormuz, no Oriente Médio.

Responsável pelo escoamento de cerca de 20% da produção mundial de petróleo e gás natural liquefeito dos países do golfo Pérsico, o estreito está com a navegação interrompida desde o aumento dos ataques dos EUA e de Israel contra o Irã no início do mês, afetando rotas de exportação de diversos países e empresas.

"Manifestamos nosso apoio aos nossos parceiros na região diante dos ataques injustificáveis da República Islâmica do Irã e seus representantes", afirmaram, em nota, os ministros do Canadá, França, Alemanha, Itália, Japão, Reino Unido e Estados Unidos, além de um representante da União Europeia.

O comunicado também condena "os ataques imprudentes do regime contra civis e infraestrutura civil, incluindo a infraestrutura de energia".

As tensões no Oriente Médio se intensificaram em 28 de fevereiro, quando EUA e Israel lançaram ataques coordenados contra o Irã, em meio a negociações indiretas entre Washington e Teerã sobre o programa nuclear iraniano.

Em resposta, o Irã realizou ataques retaliatórios contra Israel e bases militares dos EUA em diversos países da região.

No golfo Pérsico, acessível apenas por mar através do estreito de Ormuz, estão localizados países com grande produção petrolífera: Arábia Saudita (responsável por 37,2% do petróleo exportado pelo estreito), Iraque (22,8%), Irã (10,6%), Emirados Árabes Unidos (12,9%), Kuwait (10,1%) e Catar (4,4%).