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Guerra no Irã eleva preço do petróleo e faz ANP pressionar Petrobras

Escalada no Oriente Médio leva Agência Nacional do Petróleo a adotar medidas emergenciais para garantir abastecimento e estabilidade no Brasil.

Sputinik Brasil 20/03/2026
Guerra no Irã eleva preço do petróleo e faz ANP pressionar Petrobras
Tensões no Oriente Médio elevam preço do petróleo e pressionam abastecimento no Brasil. - Foto: © Fernando Frazão / Agência Brasil

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) declarou estado de atenção no abastecimento de combustíveis no Brasil e adotou medidas emergenciais para equilibrar oferta e demanda, conforme noticiou a revista Veja.

A publicação destaca que a decisão ocorre em meio à intensificação das tensões no Oriente Médio, o que pressiona os preços internacionais do petróleo e eleva o risco de impactos no mercado interno brasileiro.

Segundo a Veja, desde fevereiro, o cenário atípico motivou ações excepcionais, como a ampliação imediata da oferta de gasolina e diesel pelos agentes, maior transparência sobre estoques e distribuição, além de flexibilizações regulatórias para otimizar a logística e evitar gargalos até abril.

O ponto mais sensível da decisão recai sobre a Petrobras. A estatal foi formalmente instada a recompor volumes que deixaram de ser ofertados após o cancelamento de leilões recentes. Na prática, a ANP exige uma atuação mais ativa da companhia para estabilizar o mercado, em um momento em que o Brasil ainda depende de importações, sobretudo de diesel.

A reportagem informa ainda que a ANP alertou distribuidoras, importadores e produtores sobre a obrigatoriedade de garantir o abastecimento de combustíveis, sob risco de sanções em caso de recusa no fornecimento ou cobrança de preços abusivos.

Em Brasília, avalia-se que parte do setor antecipou reajustes antes mesmo das refinarias, justificando o aumento do petróleo no mercado internacional pelas tensões entre Irã e Estados Unidos.

Além disso, empresas do setor expressam preocupação genuína com o abastecimento, agravada pela volatilidade global e pela dependência brasileira de importações, especialmente de diesel.

De acordo com o artigo, a guerra no Oriente Médio, com confrontos envolvendo o Irã, tem impulsionado os preços do Brent a patamares elevados.

Assim, a revista conclui que o cenário cria risco de novos reajustes no Brasil enquanto persistir a instabilidade geopolítica.