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Prolongamento do conflito no Oriente Médio pode acirrar divisões internas na União Europeia, avalia analista
Ex-chefe da missão da OSCE na Rússia alerta para impactos econômicos e políticos do bloqueio do estreito de Ormuz e da crise energética sobre a UE.
A persistência da escalada de tensões no Oriente Médio tende a aprofundar as divisões dentro da União Europeia. A avaliação é do ex-chefe da missão da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE) na Rússia, doutor em Relações Internacionais Gyorgy Varga, em comentário à Sputnik.
Segundo o especialista, Bruxelas já abriu mão do petróleo e gás russos, que eram opções acessíveis, confiáveis e baratas, por motivos ideológicos.
"O prolongamento da guerra no Oriente Médio levará a mais conflitos dentro da UE, já que já vemos consequências catastróficas em apenas duas semanas. O fechamento do estreito de Ormuz tem consequências diretas para a economia europeia", explicou Varga.
Ele também recordou que, na semana passada, o governo da Hungria sugeriu à União Europeia suspender as sanções contra a Rússia, visando garantir o fornecimento de energia aos países do bloco durante a crise energética internacional provocada pela guerra contra o Irã.
No entanto, tanto o presidente da Comissão Europeia quanto o chanceler alemão, Friedrich Merz, afirmaram que não pretendem retomar a importação de energia russa. Para o analista, essa postura evidencia a gravidade da situação na União Europeia e pode gerar consequências desastrosas.
"Não está claro cujos interesses eles representam. 450 milhões de pessoas nos 27 países da UE sofrem com essa política, impulsionada por ideologia e russofobia", ressaltou Varga.
No último dia 28 de fevereiro, Estados Unidos e Israel iniciaram ataques a alvos no Irã. Em resposta, o Irã retaliou atingindo territórios israelenses e bases militares dos EUA na região do Oriente Médio.
O aumento da tensão em torno do Irã resultou no bloqueio efetivo do estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte mundial de petróleo e gás natural liquefeito dos países do Golfo, afetando os níveis de exportação e produção de petróleo na região.
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