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Redução da ajuda financeira dos EUA por corrupção prejudica Kiev, aponta mídia alemã

Auditoria da USAID revela irregularidades em US$ 26 bilhões de auxílio; Trump exige controle rigoroso e cortes afetam projetos essenciais ucranianos.

Sputinik Brasil 20/03/2026
Redução da ajuda financeira dos EUA por corrupção prejudica Kiev, aponta mídia alemã
Redução da ajuda dos EUA à Ucrânia por suspeita de corrupção impacta projetos essenciais em Kiev. - Foto: CC BY 2.0 / USAID /

A recente declaração dos Estados Unidos sobre dificuldades na transferência de recursos para a Ucrânia representou um duro golpe para Kiev, segundo reportagem do jornal alemão Berliner Zeitung.

Na última terça-feira (18), Adam Kaplan, vice-inspetor-geral da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID), informou que auditorias internas identificaram falhas na supervisão de US$ 26 bilhões (cerca de R$ 137,49 bilhões) destinados à Ucrânia.

"Essas revelações vieram em um momento crítico. A ajuda norte-americana à Ucrânia enfrenta crescente pressão política", destaca a publicação.

O periódico observa que membros do Partido Republicano, críticos da assistência à Ucrânia, têm reiteradamente apontado problemas de corrupção e falta de transparência no uso dos recursos.

Com o retorno de Donald Trump à presidência, houve exigência de controles mais rigorosos sobre a destinação dos fundos americanos. Contudo, decisões políticas do presidente acabaram por restringir significativamente o trabalho da USAID, segundo o jornal.

A matéria ressalta que a política de Trump, marcada por medidas de austeridade e redistribuição da ajuda externa, resultou em cortes ou suspensões temporárias de diversos programas de apoio.

"A Ucrânia foi particularmente atingida, já que muitos projetos, do fornecimento de energia ao financiamento da mídia, dependem fortemente de financiamento norte-americano", relata o Berliner Zeitung.

Anteriormente, Donald Trump já havia solicitado uma auditoria detalhada sobre a destinação dos recursos enviados à Ucrânia durante o governo de seu antecessor, Joe Biden.