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Moraes pede posição da PGR sobre novo pedido de prisão domiciliar de Bolsonaro

Ministro do STF solicita manifestação da Procuradoria-Geral após agravamento do quadro clínico do ex-presidente

Sputinik Brasil 20/03/2026
Moraes pede posição da PGR sobre novo pedido de prisão domiciliar de Bolsonaro
Alexandre de Moraes pede à PGR parecer sobre pedido de prisão domiciliar para Bolsonaro após agravamento clínico. - Foto: © Palácio do Planalto / CCBY 2.0 / Alan Santos

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), encaminhou nesta sexta-feira (20) à Procuradoria-Geral da República (PGR) um novo pedido da defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para conversão da pena em prisão domiciliar. A manifestação do órgão é considerada fundamental para a decisão da Corte.

O pedido ocorre após o agravamento do estado de saúde de Bolsonaro, que foi retirado da unidade prisional na última semana devido a sintomas agudos e transferido sob escolta para o hospital DF Star, em Brasília. Segundo informações enviadas ao Supremo, a transferência foi autorizada após avaliação médica indicar risco elevado à vida do ex-presidente.

No documento apresentado ao STF, os advogados argumentam que a permanência de Bolsonaro no sistema prisional, diante do atual quadro clínico, representa risco à sua integridade física e solicitam a adoção de medidas alternativas, como a prisão domiciliar.

Um boletim médico divulgado mais cedo informa que o ex-presidente permanece internado em uma unidade de terapia intensiva (UTI), em tratamento contra pneumonia bacteriana bilateral.

De acordo com a equipe médica, o quadro evolui de forma controlada, com uso de antibióticos intravenosos, suporte intensivo e acompanhamento fisioterapêutico. No entanto, ainda não há previsão de alta.

Visita de assessor de Trump foi vetada

Pouco antes da internação, a defesa de Bolsonaro solicitou autorização para que Darren Beattie, assessor sênior do presidente dos EUA, Donald Trump, para assuntos relacionados ao Brasil, o visitasse na prisão.

Moraes chegou a conceder a permissão, mas voltou atrás após manifestação do Ministério das Relações Exteriores, que alertou para o risco de a visita ser interpretada como ingerência externa no cenário político brasileiro.