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Durigan afirma que governo avalia novas medidas econômicas diante da guerra no Oriente Médio

Ministro da Fazenda diz que série de ações pode ser adotada conforme evolução do conflito e impacto nos combustíveis

20/03/2026
Durigan afirma que governo avalia novas medidas econômicas diante da guerra no Oriente Médio
Durigan afirma que governo avalia novas medidas econômicas diante da guerra no Oriente Médio

O novo ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta sexta-feira (20) que o governo está atento aos efeitos do conflito no Oriente Médio sobre a economia brasileira e pode adotar uma série de medidas além das já anunciadas, dependendo dos desdobramentos da guerra e da variação dos preços dos combustíveis.

"A gente segue atento, não vamos abrir mão das proteções devidas", declarou Durigan durante pronunciamento a jornalistas na portaria do Ministério da Fazenda, em Brasília.

Durigan assumiu o cargo nesta sexta-feira, após a saída de Fernando Haddad, que deve disputar o governo de São Paulo pelo PT nas eleições de outubro.

O ministro não detalhou quais possíveis medidas adicionais podem ser implementadas. Até o momento, o governo já zerou as alíquotas de PIS e Cofins sobre o diesel e adotou uma subvenção para a produção do combustível, buscando reduzir o preço nas refinarias em R$ 0,64 por litro.

A Fazenda também sugeriu que os Estados zerem o ICMS sobre a importação do diesel, com a União arcando com metade da perda de arrecadação. O objetivo é evitar o desabastecimento, diante do descompasso entre os preços internos e externos do combustível.

Segundo Durigan, até agora apenas o governador do Piauí, Rafael Fonteles (PT), sinalizou de forma positiva para a possibilidade de zerar o ICMS sobre o combustível. Outros secretários estaduais de Fazenda consideraram a proposta "razoável", mas pediram tempo para discutir o tema com os governadores.

"Não avançando a proposta, a gente iria para outros caminhos, para não deixar a população no risco", reforçou Durigan.

O ministro destacou ainda que o Brasil tem enfrentado a crise de maneira "muito altiva" e que o custo da guerra para as famílias e caminhoneiros deve ser "o mínimo possível".