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Operação Ártemis: Polícia deflagra ação contra pornografia infantil e estupro de vulnerável em Maceió

Com apoio de forças especiais, a ofensiva cumpriu mandados de prisão e busca logo nas primeiras horas desta sexta-feira (20)

Redação 20/03/2026
Operação Ártemis: Polícia deflagra ação contra pornografia infantil e estupro de vulnerável em Maceió
- Foto: Reprodução

Em uma ofensiva direta contra crimes de violência sexual infanto juvenil, a Polícia Civil de Alagoas deflagrou, na manhã desta sexta-feira (20), a Operação Ártemis. A ação foca no combate ao estupro de vulnerável e à rede de produção, armazenamento e compartilhamento de material pornográfico envolvendo crianças e adolescentes na capital alagoana.

A mobilização teve início ainda durante a madrugada. Imagens divulgadas pela corporação mostram o momento em que equipes táticas avançam em comunidades da cidade para o cumprimento de mandados judiciais. Até o momento, a polícia confirmou prisões em flagrante e por mandado, incluindo o registro de um suspeito detido em sua residência durante a incursão.

Estratégia e Proteção

O nome da operação carrega um simbolismo de rigor: Ártemis, na mitologia grega, é a deusa conhecida por ser a protetora dos jovens e implacável na punição de agressores. Segundo a Polícia Civil, a escolha do nome reflete a postura do Estado na repressão a crimes considerados de altíssima gravidade pela legislação brasileira.

"A operação busca identificar e responsabilizar suspeitos envolvidos em crimes que atingem diretamente a integridade de crianças e adolescentes", destacou a nota oficial da instituição.

Força-Tarefa

A operação é coordenada pela delegada Talita Aquino, titular da Delegacia de Combate aos Crimes Contra Criança e Adolescente (DCCCA). Devido à complexidade das investigações e ao perfil dos alvos, a ação conta com um robusto suporte operacional, reunindo:

CORE: Coordenadoria de Recursos Especiais;

OPLIT: Operação Policial Litorânea Integrada;

Polícia Científica: Responsável pela perícia imediata de dispositivos eletrônicos e materiais apreendidos.

Os materiais recolhidos, como computadores e celulares, serão submetidos a perícia técnica para rastrear a extensão do compartilhamento de arquivos ilícitos na rede. Os detidos foram encaminhados à sede da Delegacia Especializada para os procedimentos cabíveis e permanecerão à disposição da Justiça.