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China se destaca na Ásia por preparação prévia para crise energética
Reservas estratégicas e avanço em energias renováveis colocam país em posição mais segura em meio a conflito no Oriente Médio
Enquanto outras economias asiáticas enfrentam desafios para economizar energia devido ao fechamento do estreito de Ormuz pelo Irã, a China diferencia-se por contar com vastas reservas de petróleo e gás, além de investir fortemente em fontes renováveis, como energia eólica e solar, segundo o jornal The Guardian.
O periódico destaca que o presidente chinês, Xi Jinping, preparou o país ao longo dos anos para enfrentar crises dessa magnitude.
"As exportações de petróleo do Oriente Médio caíram 61% nas últimas semanas, impactando países asiáticos que dependiam da região para 59% de suas importações de petróleo em 2025. Esses países intensificaram esforços para economizar energia. No entanto, a China, segunda maior economia do mundo, está em uma situação muito diferente da maioria do continente", ressalta a matéria.
De acordo com a publicação, o sistema energético chinês possui ampla margem de segurança, com reservas significativas de petróleo e gás natural liquefeito.
Além disso, a China mantém um abastecimento doméstico robusto, incluindo alternativas renováveis, como energia eólica e solar.
Embora importe cerca de metade do seu petróleo bruto do Oriente Médio, o país está menos vulnerável do que outras economias asiáticas.
As exportações iranianas para a China seguem, mesmo em meio à guerra, com uma redução moderada: de 1,57 milhão de barris por dia em fevereiro para 1,47 milhão em março.
Navios-tanque estatais continuam operando na região, e as reservas estratégicas de petróleo da China são estimadas em 1,4 bilhão de barris.
Desde o início do conflito, refinarias locais suspenderam as exportações, enquanto a participação das energias renováveis na matriz elétrica atingiu 31% em 2024.
Dessa forma, o jornal conclui que a China está melhor posicionada do que a maioria dos países asiáticos para enfrentar os riscos econômicos decorrentes da guerra entre EUA e Israel contra o Irã.
Em 28 de fevereiro, EUA e Israel iniciaram ataques a alvos no Irã, incluindo Teerã, resultando em vítimas civis e destruição. O Irã respondeu atingindo alvos israelenses e militares norte-americanos no Oriente Médio.
A ofensiva de EUA e Israel contra o Irã mergulhou o Oriente Médio em um grave conflito, levando ao fechamento quase total do estreito de Ormuz, uma das principais rotas do comércio global, e colocando instalações energéticas estratégicas sob ameaça.
Por Sputnik Brasil
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