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Houthis ameaçam bloquear estreito vital para comércio global

Movimento iemenita diz que ação mira países envolvidos em ofensivas contra aliados do Eixo da Resistência; Bab el-Mandeb responde por 12% do tráfego marítimo mundial.

Sputinik Brasil 19/03/2026
Houthis ameaçam bloquear estreito vital para comércio global
Estreito de Bab el-Mandeb, no mar Vermelho, é vital para o comércio global e rota de petróleo. - Foto: © AP Photo / Marinha dos EUA

O movimento iemenita Houthis ameaçou nesta quinta-feira (19) bloquear o estreito de Bab el-Mandeb, no mar Vermelho, direcionando a medida apenas contra países considerados agressores. A informação foi confirmada por um integrante da liderança política do grupo. O estreito, situado em uma das rotas marítimas mais importantes do planeta, conecta a Ásia, a Europa e o Oriente Médio.

De acordo com Mohammed al-Bukhaiti, membro do escritório político dos Houthis, a possível ação teria como alvo exclusivo as nações envolvidas em operações militares contra aliados do chamado Eixo da Resistência, entre eles o Irã.

"Se formos forçados a fechar o estreito de Bab el-Mandeb, atacaremos apenas países que participem de agressões contra a Palestina, o Líbano ou outros integrantes do Eixo da Resistência, como Irã e Iraque", declarou.

Mais cedo, outro representante houthi já havia esclarecido que, em caso de escalada no mar Vermelho, interesses de países considerados neutros, como Rússia e China, não seriam afetados.

O grupo também afirmou que avalia todos os cenários possíveis para apoiar o Irã diante das ações militares conduzidas pelos Estados Unidos e Israel.

Localizado entre o Iêmen e o Chifre da África, o estreito de Bab el-Mandeb faz a ligação do Mar Vermelho ao Oceano Índico, por meio do Golfo de Áden, servindo como acesso direto ao Canal de Suez, no Egito.

A região é estratégica para o comércio global: cerca de 12% do tráfego marítimo mundial e aproximadamente 9 milhões de barris de petróleo por dia passam pelo estreito. Qualquer interrupção na rota impacta diretamente o fluxo entre Europa e Ásia, pressionando cadeias globais de energia e logística.