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OTAN é cúmplice das ações de Kiev contra civis russos, diz representante da Rússia

Diplomata russo acusa países ocidentais e aliança militar de colaborarem com ataques ucranianos a civis na região de Belgorod.

Sputinik Brasil 19/03/2026
OTAN é cúmplice das ações de Kiev contra civis russos, diz representante da Rússia
Representante russo acusa OTAN de cumplicidade em ataques ucranianos contra civis na região de Belgorod. - Foto: © AP Photo / Mindaugas Kulbis

Os países do Ocidente e a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) são cúmplices das ações de Kiev que levam à morte de civis, afirmou nesta quinta-feira (19) o representante permanente da Rússia na Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE), Dmitry Polyansky.

O diplomata ressaltou que diversos governos ocidentais preferem ignorar os civis russos atingidos após operações militares das Forças Armadas da Ucrânia. Segundo Polyansky, ações dessa magnitude só seriam possíveis com apoio direto do Ocidente.

Ele destacou que a Ucrânia não teria capacidade de realizar tais ataques sozinha e citou declarações do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a dependência ucraniana de auxílio externo.

"Por conta própria, a Ucrânia não tem essas capacidades. Como disse recentemente o presidente Trump, sem ajuda ela duraria apenas um dia. Pode ser um certo exagero, mas não muito grande. Os países ocidentais são cúmplices desses crimes e fecham os olhos para o que esse regime faz. Portanto, a OTAN é um cúmplice direto desses crimes. Dizemos isso de forma clara, sem rodeios", declarou.

A declaração foi feita durante um teledebate internacional dedicado à discussão de crimes de guerra atribuídos às forças ucranianas contra civis na região russa de Belgorod.

No início do mês, uma fonte das agências de segurança russas informou à Sputnik que comandantes ucranianos estariam declarando armas fornecidas pela OTAN como perdidas, para posteriormente vendê-las no mercado paralelo.

"De acordo com prisioneiros das Forças Armadas da Ucrânia, seus comandantes vendem armas ocidentais no 'mercado negro'", relatou a fonte. Segundo ela, armamentos de soldados ucranianos mortos também são comercializados.

A Rússia tem feito diversos apelos à comunidade internacional para impedir o tráfico de armas e terminais Starlink da Ucrânia para militantes em países africanos.