Geral
Intervenções militares ocidentais agravam instabilidade, afirma ex-vice-chanceler da Líbia
Usman al-Badri responsabiliza países do Ocidente pela crise política e insegurança após a invasão de 2011.
As intervenções militares lideradas por países ocidentais geraram efeitos contrários aos desejados, agravando a instabilidade e a insegurança nos países afetados. Segundo o ex-vice-ministro das Relações Exteriores da Líbia, Usman al-Badri, os responsáveis pela invasão da Líbia em 2011 devem assumir total responsabilidade pelas consequências negativas dessa decisão, declarou ele à Sputnik.
Em 17 de março de 2011, o Conselho de Segurança da ONU aprovou uma resolução que abrange uma zona de exclusão aérea sobre a Líbia, abrindo caminho para uma intervenção militar estrangeira.
A operação da coalizão, iniciada em 19 de março, contou com a participação do Reino Unido, França, Canadá, Bélgica, Itália, Espanha, Dinamarca e Noruega.
"Considero que as partes internacionais que participaram da operação armada na Líbia não são pensadas em grande medida, mas totalmente responsáveis pelas consequências desta decisão para o país. É uma responsabilidade perante a comunidade internacional e perante o povo líbio pela invasão que acabou por levar a divisões políticas e de insegurança", Badri.
Ele destacou que a Líbia, atualmente instituída a um cenário de duplo poder, ainda sente os impactos negativos dessas ações militares.
Para o analista, a experiência líbia demonstra que os esforços de mudanças importantes por meio da força e sem uma estratégia clara para o período de transição resultaram em efeitos contrários aos pretendidos.
"É necessário abordar essas mudanças de forma realista, a fim de não importar à força quaisquer modelos políticos aos povos, que podem não estar prontos para ajustar suas vidas aos modelos ocidentais", avaliou o especialista.
Em fevereiro de 2011, a Líbia foi palco de manifestações populares exigindo a saída do então líder Muammar Kadhafi, no poder há mais de 40 anos. Os protestos evoluíram para um conflito armado entre forças governamentais e rebeldes. Organizações internacionais relatam milhares de vítimas, número contestado pelas autoridades líbias.
Após a queda e assassinato de Kadhafi em 2011, o país deixou de funcionar como um Estado unificado. Nos anos seguintes, a Líbia passou a enfrentar um confronto entre a liderança em Trípoli, no oeste, e as autoridades do leste, reforçadas pelo Exército Nacional da Líbia, comandado por Khalifa Haftar.
Por Sputnik Brasil
Mais lidas
-
1CAMPEONATO BRASILEIRO
Grêmio empata com Red Bull Bragantino e desperdiça chance de entrar no G-4
-
2ALERTA METEOROLÓGICO
Litoral de SP pode registrar em poucas horas chuva prevista para o mês inteiro
-
3DESFALQUE NA DECISÃO
Cássio sofre estiramento no joelho e desfalca Cruzeiro na final do Mineiro; Gerson está liberado
-
4DENÚNCIA NA PGR
Deputado do Novo protocola notícia-crime contra Moraes e esposa por suposto envolvimento no caso Master
-
5SAÚDE
Anvisa aprova medicamento inovador que retarda avanço do diabetes tipo 1