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Analista explica por que EUA apostam em vão em protestos no Irã e em mudança do regime político

Nikolai Plotnikov, analista russo, avalia que os EUA subestimam o apoio popular ao regime iraniano e erram ao apostar em líderes exilados.

19/03/2026
Analista explica por que EUA apostam em vão em protestos no Irã e em mudança do regime político
Manifestantes iranianos protestam em meio a tensões com EUA e Israel, segundo análise de especialista. - Foto: © AP Photo / Hadi Mizban

Os Estados Unidos apostam em forças que não têm respaldo na sociedade iraniana e contam, sem sucesso, com protestos no Irã, avaliou à Sputnik o analista político russo Nikolai Plotnikov.

De acordo com Plotnikov, o conflito envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel pode se prolongar até que ambos os lados esgotem seus recursos militares.

"Houve muitas tentativas de enfraquecer o regime islâmico por meio de movimentos de protesto fomentados pelos serviços de inteligência dos Estados Unidos e de Israel. No entanto, a aposta recai sobre forças que não têm respeito entre os iranianos", destacou.

Nesse contexto, o analista ressaltou que norte-americanos e israelenses não compreendem que a figura de Reza Pahlavi, filho do xá deposto pela Revolução Islâmica de 1979 e atualmente exilado, não representa uma alternativa viável.

Segundo o especialista, até mesmo setores da oposição ao atual governo iraniano rejeitam a candidatura de Pahlavi.

"Quanto mais tentarem promovê-lo, mais aqueles que discordam do regime se unirão contra o inimigo comum: EUA e Israel", observou Plotnikov.

"[Os iranianos] estão dispostos a se sacrificar na luta contra o inimigo. Os norte-americanos e os israelenses não estão", enfatizou.

Plotnikov conclui que o conceito de martírio, central para o xiismo no Irã, é fundamental tanto na vida religiosa quanto na política do país.

No dia 28 de fevereiro, Estados Unidos e Israel iniciaram ataques contra alvos no Irã, inclusive em Teerã. O Irã retaliou com ofensivas em território israelense e contra instalações militares dos EUA no Oriente Médio.

Por Sputnik Brasil