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CNI avalia corte da Selic como correto, mas insuficiente para impulsionar economia

Indústria pede redução mais expressiva dos juros para estimular investimentos e retomar crescimento

18/03/2026
CNI avalia corte da Selic como correto, mas insuficiente para impulsionar economia
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) avaliou como "correta, mas insuficiente" a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central de reduzir a taxa Selic em 0,25 ponto percentual. Em nota divulgada nesta quarta-feira, 18, a entidade afirmou que "a medida ainda não interrompe a queda da atividade econômica, não destrava investimentos, nem reduz o endividamento – sintomas da política monetária excessivamente restritiva".

O presidente da CNI, Ricardo Alban, ressaltou que a inflação está em "franca desaceleração" e que as expectativas do mercado para a alta dos preços permanecem dentro do intervalo de tolerância da meta. "Isso, por si só, já justificaria uma queda mais acentuada da taxa básica de juros. Essa cautela do Banco Central (BC) ainda é excessiva e seguirá penalizando ainda mais nossa economia", afirmou Alban.

Alban defendeu que o BC amplie a magnitude dos cortes na Selic na próxima reunião do Copom, prevista para o final de abril. "Isso é necessário para viabilizar melhores condições de investimento às empresas, reduzir o endividamento das famílias e recolocar a economia em trajetória de crescimento. Uma flexibilização mais expressiva dos juros não é apenas desejável: trata-se de condição imprescindível para recuperar a produtividade nacional e o bem-estar social", completou.

Fiemg — A Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) também se manifestou, por meio de nota, e considerou a redução da Selic "insuficiente para melhorar a competitividade da indústria". "O anúncio do Comitê de Política Monetária (Copom) não atendeu às expectativas do setor produtivo, que esperava um corte mais expressivo após quase dois anos sem reduções", destacou a entidade.

O presidente da Fiemg, Flávio Roscoe, afirmou: "Temos indícios de arrefecimento da atividade econômica ao longo do último ano, de redução da mediana das expectativas de inflação e da desaceleração das medidas de núcleo inflacionário. Não podemos aceitar a continuidade de uma política monetária contracionista por período prolongado".