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Bolsas europeias recuam diante de alta do petróleo e expectativa pelo Fed

Mercados do continente fecham majoritariamente em queda após ataques no Oriente Médio e véspera de decisão do Federal Reserve.

18/03/2026
Bolsas europeias recuam diante de alta do petróleo e expectativa pelo Fed
Bolsas europeias recuam diante de alta do petróleo e expectativa pelo Fed

As bolsas da Europa encerraram a sessão desta quarta-feira, 18, predominantemente na baixa, revertendo os ganhos registrados no pregão anterior. O movimento foi influenciado pela alta do petróleo, após ataques ao campo de gás do Sul do Pará — compartilhado entre Irã e Catar — e novas ameaças de Teerã. O cenário também refletiu a variação dos índices em Nova York, às vésperas da decisão de política monetária do Federal Reserve (Fed), o banco central dos Estados Unidos.

Em Londres, o FTSE 100 recuou 0,94%, fechando aos 10.305,29 pontos. Em Frankfurt, o DAX caiu 0,86%, a 23.527,63 pontos. O CAC 40, em Paris, perdeu 0,06%, encerrando a 7.969,88 pontos. O FTSE MIB, de Milão, teve queda de 0,33%, ficando em 44.741,34 pontos. O Ibex 35, de Madri, foi exceção e subiu 0,29%, a 17.299,10 pontos. Já o PSI 20, de Lisboa, cedeu 0,44%, para 9.134,62 pontos. Os dados são preliminares.

Durante a manhã, as bolsas europeias chegaram a operar em alta, mas as perdas diante do avanço do petróleo e da cautela antes da decisão do Fed. Na quinta-feira, o Banco Central Europeu (BCE) e o Banco da Inglaterra (BoE) deverão manter as suas principais taxas de juros inalteradas.

No noticiário corporativo, as ações da BHP recuaram 1,47% em Londres, revertendo ganhos anteriores após o anúncio de um novo CEO pela maior mineradora e petrolífera do mundo.

Investidores avaliam a alta dos preços de energia frente à desvalorização de metais básicos e preciosos. O subíndice de energia do Stoxx 600 subiu 0,43%, enquanto o de recursos básicos caiu 1,35%.

Segundo análise da XS, o mercado de petróleo passa a precificar uma interrupção real na oferta, e não apenas riscos geopolíticos, o que pode sustentar a alta da commodity.

No campo macroeconômico, o índice de preços ao consumidor (IPC) da zona do euro acelerou para 1,9% em fevereiro, ante 1,7% em janeiro, conforme esperado pelos analistas. Apesar da elevação, o IPC anual do bloco fica abaixo da meta de inflação do BCE, inserida em 2%.

Com informações da Dow Jones Newswires