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Viagens como estratégia de bem-estar e pertencimento: turismo LGBTQIA+ cresce entre grupos e famílias

Pesquisa mostra que Brasil está entre os destinos mais procurados pelo público LGBTQIA+

Assessoria 18/03/2026
Viagens como estratégia de bem-estar e pertencimento: turismo LGBTQIA+ cresce entre grupos e famílias

O turismo LGBTQIA+ tem deixado de ser uma demanda concentrada em datas comemorativas para se consolidar como estratégia de bem-estar, conexão e pertencimento ao longo de todo o ano. O Brasil está entre os destinos mais procurados pelo público, segundo levantamento da Booking. No ranking global de hospitalidade inclusiva, três cidades brasileiras aparecem entre as dez mais receptivas do mundo: São Paulo (3º lugar), Florianópolis (7º) e Rio de Janeiro (9º). O ranking é liderado por Milão e Roma, seguido por Londres, Cidade do México, Madri, Porto e Cidade do Cabo.

Segundo Marco Lisboa, CEO e fundador da 365 Fun Fest, uma rede de franquias de viagens voltada para o público LGBTQIA+, o comportamento desses consumidores mudou nos últimos anos. “A viagem deixou de ser apenas lazer e passou a ser uma experiência. Para esse público, estar em um ambiente seguro, acolhedor e livre de julgamentos impacta diretamente na sensação de pertencimento e na qualidade da viagem”, afirma.

A busca por viagens em grupo, especialmente entre famílias formadas por casais homoafetivos, com filhos e grupos de diferentes idades, também é percebida por quem trabalha no setor. “Esse público deseja viver experiências onde não precisem se explicar o tempo todo e buscam destinos, passeios e acomodações que já estejam preparados para receber essa diversidade com naturalidade”, diz Lisboa.

Outro ponto que chama atenção é a descentralização dos destinos. Se antes a demanda se concentrava em grandes eventos e cidades tradicionalmente reconhecidas pelo turismo LGBTQIA+, agora cresce o interesse por experiências culturais, ecoturismo e roteiros internacionais fora do circuito óbvio. “O público quer mais do que festa. Quer conexão, segurança e vivências autênticas para diferentes perfis. Nosso papel é mapear programações que atendam essas expectativas, mapear fornecedores e parceiros que compartilhem do mesmo compromisso com inclusão e respeito, independentemente da época do ano”, explica.

O modelo de franquias também acompanha essa expansão. A rede aposta em franqueados que conheçam as particularidades desse público e possam oferecer curadoria especializada. “Não se trata apenas de vender pacotes, mas de entender histórias e contextos. O turismo LGBTQIA+ exige sensibilidade, preparo e responsabilidade. Quando bem estruturado, ele gera impacto econômico relevante e fortalece cadeias produtivas comprometidas com diversidade”, ressalta o CEO. Com a consolidação desse nicho, o setor passa a enxergar o turismo inclusivo não como segmento sazonal, mas como estratégia permanente de mercado.