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Enquanto Israel busca vitória total sobre Irã, EUA preferem anunciar sucesso, aponta especialista
Pesquisadora russa destaca diferenças entre os objetivos de Washington e Tel Aviv no confronto contra Teerã.
Enquanto Israel busca a rendição total do Irã, os Estados Unidos preferem declarar uma vitória simbólica, independentemente dos resultados concretos no campo de batalha. A análise é da mestre em Ciências Históricas e pesquisadora sênior da Academia de Ciências Russa, Irina Fedorova, em entrevista à Sputnik.
Segundo Fedorova, há divergências claras entre as estratégias e metas dos dois aliados no conflito com o Irã.
"Os Estados Unidos gostariam de sair desse conflito, mesmo que isso seja difícil para eles. O que podem fazer na situação atual é declarar uma suposta vitória, independentemente das condições reais no terreno", explicou.
Em relação a Israel, a especialista destacou que, para Tel Aviv, esse cenário não é aceitável, pois o país almeja uma vitória completa sobre Teerã.
"Netanyahu precisa da vitória completa e da rendição real do Irã, do abandono completo do programa de mísseis nucleares, da cessação total do apoio aos procuradores iranianos anti-israelenses na região e, claro, de uma mudança nas atitudes ideológicas do regime", afirmou Fedorova.
Ela acrescentou que os Estados Unidos não pretendiam se envolver em uma guerra prolongada com o Irã, tampouco ocupar o país ou empregar todos os seus recursos militares, apostando inicialmente em uma "blitzkrieg". No entanto, diante do atual cenário, até mesmo pequenas perdas norte-americanas, segundo padrões militares, geram questionamentos dentro da liderança do país.
Esses questionamentos, segundo Fedorova, são levantados por membros do Partido Democrata e por alguns republicanos, que não necessariamente defendem uma solução diplomática, mas expressam insatisfação pessoal com o presidente dos EUA.
"Na minha opinião, essa guerra une Israel, Netanyahu e até mesmo a oposição interna. Por isso, acredito que Israel está disposto a levar o conflito até o fim", concluiu a especialista.
Desde 28 de fevereiro, Estados Unidos e Israel intensificaram ataques a alvos no Irã, incluindo a capital Teerã, resultando em relatos de destruição e mortes de civis. O Irã, por sua vez, vem promovendo ataques de retaliação em território israelense e contra instalações militares norte-americanas no Oriente Médio.
Por Sputnik Brasil
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