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Arriscado demais para seguir? Por que aliados da OTAN não vão aderir à cruzada dos EUA em Ormuz
Incertezas no campo de batalha e riscos à segurança afastam países europeus e asiáticos da operação liderada pelos EUA no estreito de Ormuz.
Países aliados dos EUA hesitam em apoiar operação naval no estreito de Ormuz
Alemanha, Espanha, Itália e França, além de nações fora da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), como Japão e Coreia do Sul, mostram-se reticentes quanto à participação na operação marítima liderada pelos Estados Unidos no estratégico estreito de Ormuz. Segundo Hasan Selim Ozertem, analista político turco ouvido pela Sputnik, a hesitação se deve à "incerteza no campo de batalha" e à dificuldade de garantir a segurança das forças navais. Ozertem destaca que navios norte-americanos já demonstraram vulnerabilidade diante de mísseis iranianos e minas marítimas. "Ninguém quer se tornar parte desse conflito em andamento", afirma.
Temor de perda de prestígio e limites da OTAN
O especialista ressalta que a OTAN é uma aliança defensiva e não participaria de operações ofensivas sem autorização da ONU ou consenso interno, mesmo sob pressão dos EUA. O estreito de Ormuz, por ser uma rota marítima estreita, eleva os riscos de perdas e, caso um destróier seja atingido, o impacto sobre o prestígio norte-americano seria direto. Ozertem observa ainda que Washington subestimou a complexidade do conflito, esperando uma solução rápida, mas enfrenta a capacidade iraniana de manter combates prolongados com drones e mísseis.
Por Sputnik Brasil
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