Geral
Aprovada urgência para atualização do faturamento do Simples Nacional
Após anos de reinvindicação por ajustes no valor de enquadramento, estagnado desde 2018, tema ganhou prioridade no Congresso Nacional
Por unanimidade, a Câmara dos Deputados aprovou, nesta terça-feira (17), o requerimento de urgência para a votação do Projeto de Lei Complementar (PLP) 108/2021, que prevê aumento da receita bruta anual permitida para enquadramento como Microempreendedor Individual (MEI). O valor atual (R$ 81 mil) foi definido em 2018 e, desde então, está estagnado.
Na prática, o regime de urgência dará celeridade à apreciação, que passa a ser direto pelo Plenário, reduzindo o tempo de tramitação.
No processo mais amplo de discussão, abrangendo o Simples Nacional, o pleito da Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB) é o de que o teto anual do MEI passe de R$ 81 mil para R$ 144,9 mil; da microempresa, de R$ 360 mil para R$ 869,4 mil; e da empresa de pequeno porte, de R$ 4,8 milhões para R$ 8,69 milhões.
A medida, que visa corrigir o valor do teto em 83%, pode gerar 869 mil empregos e injetar mais R$ 81,2 bilhões na economia. A CACB também pede a inclusão da correção anual da tabela do Simples Nacional pela inflação na proposta.
Além da atualização do valor de enquadramento, a proposta em tramitação autoriza o MEI a contratar até dois empregados, favorecendo a criação de novos empregos formais no País.
Para o presidente da CACB, Alfredo Cotait Neto, a decisão do Congresso Nacional trará ganho para a economia brasileira. “Essa decisão vai contribuir para impulsionar negócios, renda e emprego, fortalecendo a economia. Representa uma vitória do associativismo, resultado da articulação política da CACB junto ao Congresso Nacional para a correção de uma grande defasagem no valor de enquadramento do MEI”, afirma Cotait.
De autoria do senador Jayme Campos (União/MT), a proposta já foi aprovada pelo Senado.
Importância para a economia
As micro e pequenas empresas desempenham papel central na economia nacional. Hoje, são responsáveis por 27% do Produto Interno Bruto (PIB) e por 55% dos empregos formais, movimentando aproximadamente R$ 840 bilhões na economia brasileira.
Entre os microempreendedores individuais, o impacto social é ainda mais expressivo: 76% dos MEIs têm na atividade sua única fonte de renda, sustentando cerca de 4,6 milhões de pessoas.
Com informações da CACB e Câmara dos Deputados
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