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Câmeras corporais de PMs estavam descarregadas durante abordagem que resultou na morte de médica

Equipamentos não registraram ação que culminou na morte de Andréa Marins Dias, de 61 anos, no Rio de Janeiro

17/03/2026
Câmeras corporais de PMs estavam descarregadas durante abordagem que resultou na morte de médica
Andréa Marins Dias - Foto: Reprodução / Instagram

A Polícia Militar do Rio de Janeiro informou que as câmeras corporais utilizadas pelos três policiais militares envolvidos na morte da médica Andréa Marins Dias, de 61 anos, na noite do último domingo (15), estavam descarregadas no momento da ocorrência.

Segundo a corporação, a apuração dos fatos está sendo conduzida pela área correcional da Secretaria da Polícia Militar.

Normas internas

De acordo com nota da PM, existem normas rígidas que determinam que, ao constatarem qualquer falha ou mau funcionamento das câmeras, os policiais devem retornar à unidade de origem para substituição dos equipamentos. "Vale ressaltar que na corporação existem normas rígidas que determinam que os policiais, ao perceberem que há qualquer tipo de falha ou mau funcionamento das câmeras, devem regressar à unidade de origem para substituição dos equipamentos", reforçou a nota.

Policiais afastados

Os policiais envolvidos permanecem afastados das atividades operacionais nas ruas.

Entenda o caso

A médica Andréa Marins Dias foi atingida por disparos de fuzil quando voltava da casa dos pais, na noite de domingo, no bairro de Cascadura, zona norte do Rio. O veículo dela teria sido confundido com um automóvel usado por criminosos que praticavam roubos na região.

Andréa era cirurgiã oncológica e especialista em tratamento de endometriose. Ela foi sepultada na tarde desta terça-feira (17), no Cemitério da Penitência, localizado no bairro do Caju, zona portuária do Rio.

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