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Colégio de SP suspende alunos após mensagens misóginas e citação a Epstein em grupo de WhatsApp
Estudantes do 9º ano criaram lista ofensiva e compartilharam conteúdo relacionado a Jeffrey Epstein; direção e comunidade escolar reagem com medidas educativas e protestos.
O Colégio São Domingos, localizado em Perdizes, zona oeste de São Paulo, suspendeu três alunos após a criação de uma lista intitulada "meninas estupráveis" em um grupo de WhatsApp. Outros dois estudantes também foram suspensos por compartilharem figurinhas do financista americano Jeffrey Epstein, acusado de liderar uma rede internacional de exploração e tráfico sexual de menores.
Os envolvidos cursam o 9º ano e têm entre 14 e 15 anos. A lista foi descoberta por alunas na semana passada, que, indignadas, questionaram os colegas no grupo geral da turma e informaram a coordenação do colégio.
Em comunicado enviado aos pais, a direção afirmou que as mensagens compartilhadas estão em "total desacordo com os princípios e valores desta instituição de ensino". Em nota à imprensa, a escola informou que criou um grupo de trabalho em 11 de março para apurar o caso e acompanhar seus desdobramentos. "Estamos mobilizados em enfrentar essa situação com sensibilidade, responsabilidade e o sigilo que compete a uma instituição de educação", destacou a direção.
Pais de alunos relataram que as mensagens misóginas causaram forte comoção e revolta. A coordenação visitou as salas do 9º ano e do ensino médio para discutir o episódio e explicar as providências adotadas.
Como forma de protesto, estudantes do 2º ano do ensino médio organizaram uma manifestação na sexta-feira, 13, vestindo roxo — cor símbolo da luta feminina por justiça e igualdade de direitos.
Entre as medidas educacionais tomadas pela direção do São Domingos, destacam-se:
- Escuta e acolhimento das estudantes;
- Conversa com os autores das postagens;
- Reuniões reservadas com os familiares dos envolvidos;
- Suspensão temporária dos envolvidos de todas as atividades curriculares e extracurriculares;
- Discussão do tema com as turmas, com amplo envolvimento dos educadores.
Em novo comunicado às famílias, divulgado nesta terça-feira, 17, a direção informou que se reuniu com os pais do 9º ano para debater o episódio e propôs a criação de um grupo conjunto para "o enfrentamento das mídias digitais nocivas e da banalização da violência, especialmente a que atinge as mulheres".
"A comunidade escolar assumiu a pauta como um sintoma das ameaças que colocam em risco nossa ética e nosso modo de vida, posicionando-se, junto aos educadores, diante desses dilemas", afirmou a direção. "Agradecemos a parceria das famílias que se uniram a nós num movimento de renovada esperança e busca por dias melhores."
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